Os candidatos da coligação União pelo Amazonas, Eduardo Braga e Marcelo Ramos, receberam com surpresa e indignação a notícia de que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está ameaçada de fechar salas de aula por falta de recursos financeiros. A informação sobre a iminente falência da instituição é do reitor Cleinaldo Costa, que expôs a grave situação da UEA durante audiência pública do Conselho Nacional de Educação sobre a Base Nacional Comum Curricular.
Atônito com a má notícia, Eduardo considerou um absurdo e um retrocesso o fato da UEA fechar salas de aula por falta de dinheiro. “Não tive o prazer de criar a Universidade do Estado do Amazonas, mas tive a honra de consolidar esse projeto, principalmente no interior. Quando assumi o governo, em 2003, a UEA tinha pouco mais de mil estudantes. Em 2010, entreguei a instituição com mais de 20 mil universitários”, lembrou.
Eduardo informou que o grupo de trabalho da campanha que trata da área da educação já está consolidando um plano emergencial para tirar a instituição da crise financeira. “Precisamos garantir a alunos, professores e servidores da UEA um futuro certo e seguro”, afirmou.
Marcelo declarou em vídeo nas redes sociais que ficou “assustado, preocupado e triste”, com a declaração do reitor. “A UEA é um dos maiores patrimônios do nosso povo e da nossa gente. É a garantia de um futuro de progresso e peça importante no nosso projeto de retomada do desenvolvimento do nosso estado”, comentou.
Durante audiência pública do Conselho Nacional de Educação sobre a Base Nacional Comum Curricular, realizada nesta sexta-feira (07) o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, fez uma revelação alarmante sobre as condições financeiras da instituição. Segundo o reitor, o orçamento da UEA vem sendo “solapado” nos últimos dois anos - perdeu R$ 115 milhões só em 2016 - e a universidade “corre o risco gravíssimo de não chegar ao final do ano com suas contas em dia”, citando os serviços de energia e segurança.
Cleinaldo também informou que, em 2016, a UEA deixou de oferecer 30% de vagas para o interior. Se a crise de recursos na instituição não for sanada, de acordo com o reitor, cerca de 210 salas de aula serão desocupadas em 2018, atingindo mais de oito mil alunos no interior.

