
Nesta sexta-feira, dia 13, às 18h30, o escritor Edilson Martins faz o lançamento do livro "A viagem de Bediai, o selvagem e o voo das borboletas negras”. O evento acontece na Livraria Valer, à rua Ramos Ferreira, Centro, zona Sul.
O escritor, jornalista e documentarista, que há mais de 40 anos trabalha com temas relativos à Amazônia e seus conflitos, lança nova obra onde um diário é a base para debater fatos e personagens que, em décadas passadas, impactaram a Amazônia.

Em "A viagem de Bediai, o selvagem e o voo das borboletas negras”, Edilson Martins conta como um jovem, após anos no exterior, retorna ao Brasil e descobre um diário de viagem de seu pai documentarista, falecido no ano da queda do Muro de Berlim.
Embora se trate de papéis avulsos, decide divulgá-lo. Esse diário é um retrato do confronto entre a velha empresa extrativista – ciclo da borracha, da castanha – e a nova empresa capitalista – projetos agropecuário, madeireiro, de mineração, as grandes rodovias – na Amazônia. Enfim, os anos 70 do século passado, a chamada Era da Destruição da Amazônia.

"A viagem de Bediai, o selvagem” é uma reportagem histórica, com viés ficcionais envolvendo personagens ícones que dominaram a região naqueles anos: os sertanistas Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas (irmãos) e Chico e Apoena Meireles (pai e filho); o sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes; o antropólogo e político Darcy Ribeiro; o bispo emérito de São Félix do Araguaia, D. Pedro Casaldáliga, hoje com 86 anos – além de seringueiros e, principalmente, os índios, com os quais o autor conviveu por mais de 40 anos.
A singularidade da obra, em relação a quaisquer outros livros sobre a Amazônia, é a narração inédita do primeiro contato entre os chamados agentes da civilização – sertanistas, mateiros, guias aculturados – com povos primitivos em estado de cultura pura. Povos que usavam (e ainda usam) o machado de pedra, não conheciam o beijo, e faziam amor por trás. E mais: separados de nós, ditos civilizados, por 9 ou 10 mil anos.





