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DPE investiga denúncias de violência obstétrica na maternidade de Tabatinga

DPE investiga denúncias de violência obstétrica na maternidade de Tabatinga
DPE investiga denúncias de violência obstétrica na maternidade de Tabatinga

Manaus/AM - A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) instaurou um Procedimento de Apuração de Dano Coletivo (Padac) para investigar relatos alarmantes sobre as condições precárias e possíveis casos de violência obstétrica na maternidade de Tabatinga. Defensores públicos atuantes nas áreas da saúde e defesa da mulher no município já iniciaram as diligências necessárias para apurar as denúncias e buscar soluções para o enfrentamento da violência obstétrica na unidade hospitalar.

Segundo o defensor público Ícaro Avelar, a Defensoria recebeu informações preocupantes sobre a forma como os atendimentos obstétricos estão sendo realizados. “Nos foi denunciado que os atendimentos obstétricos vêm sendo realizados de maneira improvisada, em espaço originalmente destinado à enfermaria. Ainda segundo o relato, o número de salas de parto foi reduzido de três para apenas um, o que tem provocado um cenário de ilegalidades das mais diversas ordens,” detalhou o defensor.

Diante da gravidade das denúncias, a DPE-AM notificou a direção da Unidade Hospitalar de Tabatinga, estabelecendo um prazo de 10 dias para que sejam apresentados os protocolos de atendimento às parturientes. A Defensoria busca informações detalhadas sobre a composição atual da equipe de saúde e se há déficit de pessoal em alguma área específica. Em caso afirmativo, a DPE-AM solicitou informações sobre as medidas que estão sendo tomadas para suprir essa necessidade. Além disso, a Defensoria questionou o cumprimento da Lei do Acompanhante (lei federal 11.108/2005), que garante o direito da gestante a ter um acompanhante de sua escolha durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto, e cobrou informações sobre as possíveis ações para melhorar a qualidade dos serviços prestados na maternidade.

O defensor Ícaro Avelar ressaltou a importância de construir, junto à rede pública de saúde, um ambiente de acolhimento que priorize o respeito à autonomia da gestante e o consentimento informado, visando evitar falhas na humanização do atendimento. Ele também alertou para a gravidade da negligência com as mulheres em um momento de vulnerabilidade, explicando que “a violência obstétrica é uma forma de abuso durante o processo de gravidez, parto ou pós-parto, que pode envolver abusos psicológicos, verbais, físicos ou até negligência por parte dos profissionais de saúde.” A DPE-AM, amparada por recomendações da ONU que exigem serviços de saúde compatíveis com os direitos humanos das mulheres, demonstra seu compromisso em zelar por essa temática e garantir um atendimento digno e respeitoso às gestantes de Tabatinga.

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