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Dia dos povos indígenas: veja expressões pejorativos a serem evitadas

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Dia dos povos indígenas: veja expressões pejorativos a serem evitadas
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Manaus/AM - "Tribo”, “quem fala mim é índio”, “cabelo de índio” e o próprio termo “índio” são algumas expressões anti-indígenas para tirar do vocabulário. Em alusão ao Dia dos Povos Indígenas comemorado, nesta quarta-feira (19), especialistas explicam porque as expressões pejorativas devem ser evitadas.

Para a artista Thais Kokama, o segmento etnoturismo fortalece as tradições e a cultura indígena, mas é preciso estar atento e praticar a atividade de forma consciente.

“O termo índio e o termo tribo desconsideram as mais de 300  etnias que nós temos no nosso Brasil. Outro erro é ficar batendo na boca fazendo aquele barulhinho, algo que também desconsidera 274 línguas faladas que nós ainda temos no nosso País. São os termos que eu gostaria muito que as pessoas não utilizassem mais”, ressaltou Kokama.

De acordo com a historiadora e professora titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Patrícia Melo, é essencial repensar discursos preconceituosos e combater falas e ações discriminatórias.

“Um dos mais frequentes (erros) é a desqualificação de seus modos de vida e suas percepções de temporalidade desqualificando-os como preguiçosos. Isso é um erro crasso. Outro importante é aquele que pretende negar sua condição étnica porque não atende a estereótipos de vestimenta ou comportamento. Um erro bruto de quem pensa que alguém ‘deixa de ser indígena’ porque usa roupas ou celular”, pontuou a especialista.

A influenciadora indígena, Ira Maragua, acredita que as redes sociais podem ser boas ferramentas para quebra de rótulos carregados de desinformação.

“A rede social veio para quebrar esses estereótipos. Nós usamos a nossa rede social como uma forma de ferramenta para defender a nossa etnia, a nossa cultura. Hoje em dia, a internet é o nosso arco e flecha, é a nossa proteção”, destacou a influenciadora.

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