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Desembargadores divergem sobre proposta de trabalho remoto para presidência do TJAM

Desembargadores divergem sobre proposta de trabalho remoto para presidência do TJAM
Desembargadores divergem sobre proposta de trabalho remoto para presidência do TJAM

Manaus/AM - O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) começou a debater, nesta terça-feira (19), se deve aprovar a proposta em que somente o presidente, o vice-presidente e o corregedor do Tribunal possam participar de forma remota das sessões de julgamento. 

A proposta, apresentada pelo desembargador Jomar Fernandes, surgiu como uma alternativa para garantir a participação dos gestores nas sessões quando estão em viagem para outros estados em serviços do TJAM. Contudo, ela não foi bem recebida pelos membros do Tribunal. 

O desembargador João Simões alegou que caso a proposta seja aprovada, o plenário ficaria vazio e transformaria os desembargadores em "juízes virtuais". Yedo Simões apoiou a ideia de João, alegando também que não faria sentido ter dois presidentes em exercício nas sessões, uma vez que o vice substitui o presidente quando este está em viagens. 

O desembargador Flávio Pascarelli, diferente dos demais, defendeu a proposta e lembrou que a Covid-19 possibilitou a experiência do trabalho remoto e que seria melhor para o tribunal ter o presidente, mesmo em viagem, presente nos julgamentos. 

João, contudo, rebateu Pascarelli dizendo que o trabalho remoto foi feito na pandemia e que não era mais necessário. "Se nós possibilitarmos isso, vamos esvaziar o plenário, não vamos mais ter essa sessão de forma presencial, nós – desculpe dizer – vamos virar juízes virtuais." defendeu. 

No final, a análise da pauta foi adiada por falta de consenso entre os desembargadores.

 

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