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Deputado volta a pedir abertura de CPI da Pedofilia

O deputado Ricardo Nicolau  subiu, nesta terça-feira, 1º de abril, à tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas  e voltou a solicitar a instalação imediata da CPI da Pedofilia, assim como a votação de seu requerimento que propõe a convocação da delegada que comandou a Operação Estocolmo para esclarecimentos.

O ouvidor da Aleam afirmou que as investigações de exploração sexual de crianças e adolescentes devem ser amplas, e não concentradas apenas em casos como o de Coari. Para o parlamentar, existe blindagem aos irmãos Dissica e Umberto Calderaro Neto, já denunciados ao Ministério Público Estadual  e à CPI da Pedofilia da Câmara Federal, em Brasília.

“A rede de exploração ainda não foi desarticulada no Amazonas. É preciso que haja um trabalho efetivo e não restrito apenas a agentes públicos. O problema da pedofilia é muito maior do que esses dois casos [Coari e Operação Estocolmo]”, argumentou Ricardo Nicolau.

Mantendo-se favorável à abertura imediata de uma CPI, o deputado pediu celeridade na votação de requerimento protocolizado em março, pelo qual sugere que a delegada Linda Gláucia de Moraes seja ouvida na Aleam. Denúncias veiculadas pela imprensa local indicam que houve retirada de nomes dos autos da Operação Estocolmo.

 

Caso Calderaro

O deputado Ricardo Nicolau cobrou posicionamento das autoridades locais em torno das denúncias de pedofilia feitas pela Rede Tiradentes de Rádio e Televisão contra os empresários Dissica e Umberto Calderaro Neto. “É um caso importante que não está sendo debatido”, criticou.

As denúncias foram veiculadas em março e resultaram de uma investigação jornalística. Durante meses, a emissora coletou vídeos e depoimentos de uma cafetina e uma vítima menor de idade, que relatam, em detalhes, o possível envolvimento dos empresários com crimes de pedofilia.

Ricardo Nicolau afirmou que a rede de exploração sexual ainda não foi desarticulada e, portanto, as investigações devem se estender àqueles que não respondem a processo.

“Chega de blindagem. Quem comete crime deve, sim, ser investigado. O Amazonas não tem só Adail Pinheiro, tem muito mais pessoas importantes ligadas a essa rede que precisa ser desvendada”, enfatizou.

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