Manaus/AM - Em junho de 2016, a presidente do Instituto da Mulher Dona Lindu, Maria Grasiela Leite, revelou em um memorando destinado ao então secretário da saúde, Pedro Elias, que a empresa J. A. Souto Loureiro estava recebendo por exames não realizados.
Pedro Elias foi preso pela Polícia Federal na Operação Custo Político no fim do ano passado.
No documento, a presidente afirma que entre janeiro e fevereiro daquele ano foram realizados 129 exames de hemocultura, mas a empresa recebeu o valor equivalente para 1.333 procedimentos.
O contrato da empresa e o Instituto da Mulher foi feito sem licitação em caráter de emergência no valor de R$ 568.779,75 por três meses e tem sido renovado.
A Susam afirma que a empresa foi a que apresentou menor custo de mercado e que a atual gestão deu procedimento para investigar processos administrativos das gestões anteriores. Além disso, ressalta que a dispensa da licitação foi feita autorizada pela Comissão Geral de Licitação.




