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Defensoria Pública dá prazo de dez dias para Sinetram explicar sistema do cartão Passa Fácil

Após várias denúncias

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Defensoria Pública dá prazo de dez dias para Sinetram explicar sistema do cartão Passa Fácil
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Manaus/AM -  O sistema Passa Fácil, de bilhetagem eletrônica para usuários do transporte público em Manaus, recebeu severas críticas durante audiência pública realizada nesta quarta-feira(30). Usuários compareceram à reunião e colocaram em xeque a qualidade dos serviços prestados pelas empresas que atuam no transporte público e, principalmente, a transparência em relação ao monitoramento dos créditos pelos usuários do cartão do Passa Fácil.

O vigilante Cristiano Dias afirmou que tinha 600 em créditos de vale-transporte, mas que este valor foi transformado em R$ 600,00 de crédito no Passa Fácil ao invés de 600 passagens, durante a mudança de vale para bilhetagem eletrônica. Esse usuário não foi o único que compareceu à audiência para questionar o sistema do Passa Fácil, visto que a reunião foi motivada, justamente, por denúncias que chegaram até a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, da Câmara Municipal de Manaus, sobre o abastecimento de créditos no cartão Passa Fácil.

“Como as explicações fornecidas aqui pelos senhores Antonio Zanetti e Marco Aurélio, do Sinetram, não esclareceram nossas dúvidas, eu determinei prazo de dez dias para que seja dada a devida transparência às operações de recarga, débito e verificação de saldo no cartão Passa Fácil, visto que o princípio básico do Direito do Consumidor é o direito à informação e hoje aqui ficou claro que este direito está sendo violado’’, afirmou o defensor público Carlos Almeida Filho, titular da DPEAIC.

Durante a audiência, ficou esclarecido que o sistema do Passa Fácil trabalha com chip, o mesmo usado na telefonia, o que dificulta a transmissão imediata de dados. Os usuários não têm como fazer o monitoramento imediato do cartão. Além da falta de transparência nas operações, durante a audiência, o defensor público Carlos Almeida questionou a ausência de consulta à população para implementação de mudanças no sistema.

 

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