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Danielle Leite vai à PF depois de mandado de busca em sua casa

Policiais federais estiveram na manhã desta quinta-feira no apartamento da ex-diretora da Manausprev, Daniella Leite, mas encontraram o imóvel vazio. Havia um mandado de busca e apreensão contra a ex-gestora, acusada  de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do fundo, ao transformá-lo em  papéis podres. A Manausprev perdeu R$ 40 milhões em aplicações no BVA, banco colocado em liquidação pelo Banco Central em junho deste ano. Danielle, que agora reside no condomínio Efigênio salles, compareceu horas depois pessoalmente ao Departamento de Polícia Federal.

A  investigação começou há um ano e meio para apurar a lavagem de dinheiro por meio de contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nomes de laranjas, para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas movimentações. A fraude não se resumia a Manausprev, mas a outos regimes de pensão do funcionalismo municipal em diversos estados.

“Verificou-se a exigência de uma holding de empresas que consistia em um verdadeiro serviço de terceirização para lavagem de dinheiro proveniente de crimes diversos”, diz um comunicado da Policia Federal. Uma vez creditados nas contas das empresas, os valores ficavam circulando pelas demais contas até serem sacados em dinheiro vivo. Em 18 meses, os acusados teriam sacado mais de R$ 300 milhões das empresas em fundos espalhados por diversos municipios brasileiros,

Proteção de policiais civis

A PF detectou três núcleos distintos de criminosos que contavam, inclusive, com a participação de policiais civis do Distrito Federal, que eram responsáveis pela proteção da quadrilha nos municípios.

Prefeitos e gestores de regimes próprios

Durante a investigação, a PF descobriu que os líderes da organização também agiam no aliciamento de prefeitos e gestores de regimes próprios de previdência para que eles aplicassem o dinheiro dos fundos de previdência dos funcionários públicos em fundos de direitos creditórios com papéis pouco atrativos, geridos pela própria quadrilha e com alta probabilidade de prejuízo.

Os fundos oferecidos aos regimes próprios de previdência eram formados por papéis podres, decorrentes de contabilização de provisões de perdas por problemas de liquidez ou de pedidos de recuperação judicial dos emissores, segundo a PF. “Severos prejuízos foram verificados no patrimônio desses regimes próprios de previdência social”, diz comunicado da PF.

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