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CRISE DE PRINCÍPIOS

Excesso de funcionários,  má gestão de recursos públicos e viagens que poderiam ser cortadas, tornam  a justiça amazonense amarrada aos caprichos do Executivo. Uma pequena reforma numa sala que serve como fórum em Iranduba, por exemplo, precisa do socorro da prefeitura. A conta será cobrada dos contribuintes. O problema é a forma como essa cobrança será feita. Acostumado ao confisco, via impostos, o cidadão ainda tem que rezar para que as causas contra o Estado andem. Há sempre a possibilidade de aparecer um juiz venal - e no caso do Amazonas essa figura felizmente está desaparecendo - disposto a sentar em cima dos processos.

A questão do orçamento da administração do Tribunal de Justiça do Amazonas é um escândalo. Não é que o repasse - constitucional, o  que em tese tornaria o Judiciário um poder harmônico e independente  - seja pequeno. É que os gestores dessa conta gastaram e continuam gastando mal.

Esse problema não diz mais respeito apenas ao judiciário amazonense. Diz respeito a cada cidadão, que precisa agir, cobrar da justiça transparência na gastança de um dinheiro que afinal tem dono - cada um de nós, que paga impostos e se  vê privado de uma justiça ágil, rápida, eficiente,  que contemple interesses de quem a busca.

Viagens ao exterior, para participar de cursos, como a autorizada abaixo, com 14 diárias, poderiam ser cortadas. Ou o Judiciário não vive uma crise na capacidade de custear a sua manutenção ? O ideal é evitar o que vem depois da crise financeira - a crise de princípios... (RH)

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