Início Amazonas Crianças concorrem a prêmio de cidadania
Amazonas

Crianças concorrem a prêmio de cidadania

Envie
Envie

Os pequenos estudantes vivenciam projetos que incentivam a responsabilidade social e o conhecimento de direitos e deveres

Iniciativas que despertam na criança o senso do que é público e da responsabilidade social, ensinando-as sobre seus direitos e deveres como cidadãos e tornando-as vigilantes das próprias ações e da sua comunidade. Assim são os projetos finalistas do Prêmio Construindo a Nação, que estimula escolas públicas e privadas a desenvolverem, com a participação efetiva dos alunos, projetos que contemplem ações voltadas à cidadania.  

Na próxima quarta-feira, o Serviço Social da Indústria, em parceria com o Instituto Cidadania Brasil, anuncia os vencedores da edição 2013/2014 do Prêmio. Ao todo, 32 escolas inscreveram projetos.

Um dos destaques é o projeto “Pequeno Cidadão, seus Direitos e Deveres” do Centro Municipal de Educação Infantil Professor Wilson Mota dos Reis, concorrente na categoria Educação Infantil do Prêmio, que ensina  Educação Fiscal a crianças  de 3 a 5 anos.

De acordo com a gestora da escola, Regina Coelli Martins, estão envolvidas 150 crianças do bairro Redenção, que aprendem a fazer valer desde cedo seus direitos e deveres como cidadãos.

O desafio de ensinar algo sério para crianças tão pequenas foi vivenciado na prática com a visita a “mercadinhos” no próprio bairro, onde as crianças descobriram o direito de receber a nota fiscal de compra, inclusive com o valor dos impostos embutidos no preço final do produto.

“Nós fazemos um trabalho em conjunto com família e crianças, abordando com eles temas como nota fiscal, recolhimento de impostos e também a questão ambiental. Observamos que não são apenas as crianças que aprendem, mas principalmente os pais. Muitos não sabiam dessas informações e as crianças começam desde cedo a ter consciência dos direitos e deveres e ajudam os pais nesse papel”, disse Regina que revelou que a Escola garantiu o 1º lugar na edição do ano passado do Prêmio.

De acordo com a coordenadora do prêmio, Lourdes Cavalcanti, ao todo, 32 escolas inscreveram projetos nas áreas de cultura, meio ambiente, direitos humanos e justiça, políticas públicas, educação, saúde e comunicação, em seis categorias: Ensino Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos, Ensino Técnico e Iniciativa Pública e Privada.

Criado pelo Instituto da Cidadania Brasil, com apoio da Confederação Nacional da Indústria , por meio do SESI e outros parceiros, o prêmio, segundo a coordenadora, busca estimular as escolas públicas e privadas a desenvolverem ações que contemplem temas voltados à prática da cidadania. Serão premiados os três primeiros colocados de cada categoria, além da Menção Honrosa para escolas que tiveram Destaque Social.

Os projetos “Reciclar para Incluir”, do Centro Municipal de Educação Infantil  Madre Elisia, do bairro São Raimundo, e “Pequenos Ambientalistas”, do CMEI Professora Elza Damasceno da Silva, do bairro Santo Antônio, apresentam iniciativas de incentivo à responsabilidade social e também concorrem na Categoria Ensino Infantil.

De acordo com a professora responsável pelo projeto “Reciclar para Incluir”, Greyce Rocha, a iniciativa surgiu a partir de problemas de  alagamentos no bairro. “Começamos a coletar e reutilizar papel, papelão, plástico e transformá-los em instrumentos de aula para os demais alunos da escola. Nós temos uma sala que vira oficina de reciclagem, onde pais e alunos trabalham juntos pelo meio ambiente”, conta a professora.

 

PEQUENOS AMBIENTALISTAS

 

Incentivar pequenos ambientalistas a ser vigilante das suas próprias ações e da sua comunidade é o objetivo do projeto do CMEI Professora Elza Damasceno da Silva. A professora Marilda Oliveira, disse que envolve 20 crianças de 4 e 5 anos, que desde cedo aprendem a importância da preservação do meio ambiente, por meio de simples ações como não jogar lixo na escola, nas ruas, economizar  energia e não desperdiçar água.

“A escola viabilizou um passeio pelo bairro para que as crianças pudessem observar bem o meio ambiente e tomar consciência de que é preciso mudar o comportamento, e que eles podem intervir como pequenos ambientalistas. Agora eles são os primeiros a cobrarem a limpeza na sala, e na própria casa, como revelam alguns pais”, disse a professora.

 

unnamed_12_9.jpg
unnamed_12_9.jpg

Siga-nos no

Google News