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CPI da Saúde questiona capacidade técnica de empresa que já lucrou do governo

Processos indenizatórios

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CPI da Saúde questiona capacidade técnica de empresa que já lucrou do governo
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Manaus/AM - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde colocou ‘em xeque’ a capacidade técnica e idoneidade de empresa que já lucrou, em processos indenizatórios com o Governo do Estado, R$ 16.376.035,51. A Líder Serviços atualmente presta serviços médicos e de imagem em unidades hospitalares do Amazonas e foi representada pelo proprietário Sérgio Chalub, durante oitivas na manhã desta sexta-feira (14). Ele também já foi dono de empresa que apresentou à prefeitura de município do interior atestado falso. 

“A Líder tem o mesmo perfil da Norte Serviços: lucra milhões em processos indenizatórios, que são ilegais, por mais diferentes prestações de serviços. Além disso e o que é considerado grave por essa CPI, foi escolhida para atuar mesmo sem ter qualquer histórico de atuação anterior nas áreas nas quais atende o governo hoje. O direcionamento, assim como nos outros casos, é alvo de nossa análise”, afirmou o presidente da CPI, deputado estadual Delegado Péricles (PSL).

Durante depoimento, membros da CPI apresentaram documento da Prefeitura Municipal de Itacoatiara que considerava falso o atestado de capacidade técnica apresentado por outra empresa - também no nome de Sérgio Chalub - em proposta para concorrência em processo de licitação daquele município. “Anexar um documento falso, principalmente no que diz respeito à capacidade de prestar serviços, é crime grave. Hoje o proprietário alegou que a empresa citada, que também era dele, não está mais sobre sua gerência, mas segue herdando milhões sem ao menos o dono estar na cidade. Mais uma linha que investigaremos”, continuou.

Já a Líder Serviços, empresa na linha principal de investigação da CPI, iniciou prestação de serviços para o executivo estadual com a manutenção de impressoras no Platão Araújo, sem nunca ter atuado nesta área no mercado. A partir daí, seguiu para serviços de imagem e médicos, sempre sendo escolhida em processos indenizatórios. “Uma postura comum à gestão da saúde no estado. Empresas surgem e assumem processos ilegais, muitas com valores superfaturados. Um esquema corrupto e fraudulento que eterniza a corrupção nos bastidores. Isso a CPI vai seguir investigando e denunciando”, concluiu.

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