Covid: 'Estamos seguindo as orientações', diz Lima sobre tratamento precoce

Por Portal do Holanda

13/01/2021 13h53 — em Amazonas

'A escolha pelo remédio A, D ou C é o médico que deve tomar', disse governador. Foto: Reprodução/Redes sociais

Manaus/AM - O governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) informou que as unidades de atendimento do estado estão seguindo as orientações do Ministério da Saúde sobre tratamento precoce contra a Covid-19. No entanto, ressaltou que a decisão de recomendá-los cabe aos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), coordenadas pela prefeitura.

"Estamos conversando sobre essa questão com profissionais. Quem prescreve o tratamento é o especialista, e estamos seguindo o Ministério da Saúde. A escolha pelo remédio A, D ou C é o médico que deve tomar, de acordo com o estado clínico do paciente".

Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu o elevado número de mortes em Manaus à recusa de profissionais de saúde em receitar o tratamento. 

Lima acrescentou que aguarda receber os medicamentos do governo federal e que jamais foi pressionado a obedecer às recomendações do Ministério da Saúde sobre o tratamento precoce.

A eficácia do procedimento, que inclui medicamentos como cloroquina e ivermectina, foi contestada por várias organizações científicas, como a Sociedade Brasileira de Infectologia (ABI). 

Em entrevista a uma emissora de TV, o governador negou que tenha solicitado prioridade ao Amazonas no plano de vacinação. "Pedi ao Ministério da Saúde que aumentasse as doses para os grupos de risco no interior. Em alguns município, não conseguimos chegar de avião", disse.

O governador informou que vai se reunir, na tarde desta quarta-feira (13), com a empresa fornecedora de cilindros de oxigênio e com comitê de enfrentamento à Covid-19 para elaborar um plano de fornecimento dos insumos ao Amazonas.

"Enviei ofício a todos os governadores para indicar empresas que poderiam fornecer oxigênio. Os governadores Welington Dias (PT-PI) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) confirmaram apoio nesse sentido".

Sobre a crise na oferta de oxigênio nos hospitais, Lima argumentou que o governo do estado não foi avisado pela empresa de que o fornecimento seria comprometido. "Isso atrasou a abertura de novos leitos", finalizou.


+ Amazonas