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Corecon/AM faz alerta sobre a falta de terrenos para as indústrias

O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon/AM), Marcus Evangelista, fez um alerta sobre a necessidade do Plano Diretor de Manaus rever  a área  de instalação das novas indústrias que buscam o Polo Industrial. A declaração foi dada, ontem, durante uma reunião do Plano Diretor na Câmara Municipal de Manaus (CMM) com entidades de classe.

De acordo com  dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus, atualmente, existem 109 empresas aguardando resposta à solicitação de instalação no Distrito. Desse total, 72 pedidos são de indústrias. “A falta de terrenos para a instalação de empresas no PIM continua sendo um problema para os executivos que procuram espaço na Zona Franca de Manaus (ZFM), inibindo assim a implantação de novos investimentos", afirmou Evangelista.

O presidente do Corecon/AM disse que falta de um planejamento anual para a ampliação da área industrial  tem impedido a cidade de  expandir sua economia. “Fora da área em que o Polo Industrial está instalado, que é o Distrito Industrial 1 e 2, as empresas que buscam outras áreas esbarram numa burocracia sem parâmetros”, concluiu.

Como consultor econômico, Marcus disse ter três clientes do Rio Grande do Sul que estão com dificuldades de se instalar na capital por conta do excesso de burocracia na emissão de documentos.  Dessas novas empresas que buscam o PIM, duas irão produzir  motocicletas e outra, bicicleta elétrica.  “Meus clientes já estão à beira de desistir de vir se instalar em Manaus em função das dificuldades em se conseguir, por exemplo, uma certidão de uso de solo ou um alvará de funcionamento", afirmou.

Marcus Evangelista concluiu dizendo que o debate do Plano Diretor é o momento para refletir sobre essas deficiências estruturais da capital que estão inibindo o desenvolvimento industrial da região. Ele disse que o Poder Público também precisa se preparar para a extensão dos benefícios fiscais até a Região Metropolitana que deve reduzir os postos de trabalhos em Manaus.

“Quando for aprovada a lei que estende os incentivos dos tributos aos municípios que compõem a Região Metropolitana de Manaus, as empresas que buscarem o PIM vão concentrar os investimentos nessa região já que a capital não terá mais lugar para abrigar novas fábricas”, declarou  o presidente do Corecon/AM.

 

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