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Conselheiros abortam eleição de corregedor

A eleição para a escolha do novo corregedor da Defensoria Pública do Estado, que estava marcada para esta sexta-feira, às 13h, foi adiada porque o Defensor Público Geral do Amazonas, Tibiriçá Valério de Holanda, não tinha autoridade para fazer a convocação, mas sim os conselheiros. Essa é a informação do conselheiro Ariosto Lopes Braga Neto, ao Portal do Holanda, em entrevista por telefone, no final da tarde. “Ele não tinha esse poder, que é do conselho. Ele queria empurrar o corregedor dele, o único que ficou sabendo da convocação pelo Diário Oficial. Nós abordamos essa pretensão dele, mostrando que não cabia a ele fazer a convocação. Na próxima segunda-feira vamos baixar uma Resolução, dar conhecimento atodos os interessados e aí faremos a eleição”, Ariosto, revelando que o clima na Defensoria não foi nada amigável. 
 

“Nós mostramos  que ele (Tibiriçá) não tem nem respaldo moral para convocar eleição, porque vai ser investigado.  Mas ele fez isso  porque tem o candidato dele e o processo (do Tibiriçá) passa pelas mãos do corregedor que, sendo seu amigo, vai amenizar”, declarou Ariosto, referindo-se às denúncias contra o Defensor Geral, acusado de proteger um filho num concurso público da entidade, em agosto. Ariosto sustenta que apenas Gualberto Graciano tomou conhecimento da eleição marcada para ontem e apenas ele estava inscrito, quando é exigido uma lista tríplice, com os integrantes de carreira mais elevada na instituição. Segundo Ariosto, Tibiriçá levou até suplente de conselheiro, para garantir a eleição de Gualberto. < /p>

 
“Seria uma aclamação. Ao invés de uma lista tríplice, seria uma lista una. Bastaria um voto e nós abortamos isso”, insiste. Tibiriçá, mesmo sem ter prerrogativa, havia baixado uma resolução no dia 26 de agosto, véspera de feriado e, “por coincidência”, ironiza Ariosto, apenas Gualberto tomou conhecimento e se inscreveu. Indagado sobre a reação de Tibiriçá, Ariosto respondeu. “Ele ficou meio acuado, mas não reagiu. Quem falou mais alto foi o doutor Wilson (Melo, sub-Defensor Geral). E, como fiz no dia 9 de agosto,  de novo eu pedi o afastamento dele. Nós pedimos que ele tivesse a hombridade de se afastar do cargo, porque sua permanência é de extremo prejuízo à instituição”.

 
Omar decide

 
Tibiriçá contestou a presença de um assessor do deputado Luiz Castro (PPS), alegando que a reunião era fechada. Chegou a mostrar a lei que assim determinava. Mas os conselheiros contestaram que uma nova lei, de 2009, garante que as reuniões sejam públicas. Castro foi convidado pelos defensores, mas não pode comparecer e foi representando por um assessor. Enfim, os conselheiros votaram tornando sem efeito a resolução de Tibiriçá.  Ariosto diz que, convocada uma reunião extraordinária para a segunda-feira, será dado ciência a todos os interessados, dando-se como aberta a inscrição, num prazo de 48 horas.



Ainda de acordo com Ariosto, o Defensor Geral, voltou a repetir que não se afastará do cargo, porque foi eleito pela maioria dos conselheiros, mas vai falar com o governador Omar Aziz. E se Omar pedir para ele sair, ele sai. Em outras ocasiões, Tibiriçá igualmente manifestou a mesma opinião: se o governador pedir, ele entrega o cargo.

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