Manaus/AM - O caça A-29 Super Tucano, usado pela Força Aérea Brasileira (FAB), para interceptar um avião venezuelano que entrou sem permissão no espaço aéreo brasileiro, é um modelo de potência e já foi comprando por 15 países.
A interceptação ocorreu na quarta (11), próximo a Presidente Figueiredo, no Amazonas, e resultou na queda de um bimotor carregado com 380 kg de drogas. Apesar da Polícia Federal ter recuperado a carga ilícita, o piloto conseguiu fugir.
Projetado pela Embraer, o Super Tucano é um turboélice multifuncional, usado tanto em treinamentos quanto em missões de combate. Ele atinge até 590 km/h, tem autonomia superior a 1.500 km em operações armadas e, em voos de traslado sem carga, pode percorrer até 4.820 km.
Com 11,38 m de comprimento, 11,14 m de envergadura e 3,97 m de altura, o modelo consegue carregar até 1.550 kg de armamentos em cinco pontos externos.
O caça sai de fábrica equipado com duas metralhadoras calibre 12,7 mm nas asas, mas também pode transportar foguetes, bombas convencionais ou guiadas, mísseis ar-ar de curto alcance e tanques extras de combustível.
O cockpit digital é compatível com óculos de visão noturna, e o avião possui sensores eletro-ópticos, assentos ejetáveis e blindagem. Sua capacidade de operar em pistas curtas garante vantagem em áreas isoladas da Amazônia.
A frota global do Super Tucano já ultrapassa 500 mil horas de voo, sendo cerca de 60 mil em cenários de combate. Mais de 15 países adquiriram o modelo, atraídos pela versatilidade e pelo custo relativamente baixo: cerca de US$ 1.500 (R$ 8 mil) por hora de voo, valor muito inferior ao de caças supersônicos.
No Brasil, o A-29 é empregado em diferentes frentes: defesa aérea, interceptação de aeronaves suspeitas, apoio a tropas terrestres, treinamentos e operações de fronteira.



