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Compras em áreas desmatadas na Amazônia poderão ser auditadas na Europa

Compras em áreas desmatadas na Amazônia poderão ser auditadas na Europa
Compras em áreas desmatadas na Amazônia poderão ser auditadas na Europa

Manaus/AM - Numa decisão inédita, os compradores europeus de commodities agrícolas (mercadorias que não sofrem interferência industrial) poderão auditar os vendedores e rejeitar carne, soja, madeira, borracha, cacau, café e óleo de dendê vindos de qualquer propriedade com desmatamento ou degradação, legal ou ilegal na Amazônia, na Mata Atlântica e no Chaco, biomas tipicamente florestais da América do Sul.

A decisão da União Europeia foi tomada, nesta terça-feira (6), numa negociação que se arrastou até as 4 da manhã, regulando a proibição da entrada no mercado europeu de commodities produzidas em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. 

A notícia foi considerada benéfica especialmente a Amazônia brasileira, que tem na Europa o segundo maior mercado consumidor de commodities do Brasil.

Para os ambientalistas, um regulamento rígido sobre desmatamento por parte do bloco pode ser usado como referência pelos outros importadores, como China e Estados Unidos, influenciando o cumprimento da meta anunciada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, de zerar o desmatamento no país até 2030.

Para eles, essa aprovação um dia antes do início da COP15, a conferência de biodiversidade da ONU em Montréal, é um claro sinal das negociações de uma meta global de proteção dos ecossistemas naturais da Terra.

Mas os ambientalistas destacam uma falha da legislação europeia com os demais biomas ao rejeitar a proposta do parlamento de incluir “outras áreas florestadas” nas auditorias, como o Cerrado brasileiro. O fato é considerado especialmente grave porque o Cerrado é o bioma onde é produzida a maior parte das commodities exportadas para a UE.

No entendimento dos ambientalistas, no entanto, a nova regulação pode causar “vazamento” do desmatamento para o Cerrado, ampliando sua destruição.

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