Manaus/AM - Na segunda noite do 58º Festival de Parintins, neste sábado (28), o Boi Caprichoso abriu as apresentações com um espetáculo centrado na valorização da cultura negra, das lendas amazônicas e dos rituais indígenas. Com o tema “Kizomba: Retomada pela Tradição”, o boi azul reforçou a importância da representatividade e da memória dos povos tradicionais da Amazônia.
Entre os principais destaques, a apresentação da Figura Típica Regional homenageou os Marandoeiros e Marandoeiras da Amazônia — contadores de histórias da floresta. Já a Lenda Amazônica retratou a trajetória do encantado Sacaca Merandolino, guardião espiritual do rio Arapiuns. A Rainha do Folclore surgiu em posição de destaque, e o Ritual Indígena homenageou o povo Munduruku com o enredo Musudi Munduruku – A Retomada dos Espíritos, encenado pelo Pajé Erick Beltrão.
O levantador de toadas Patrick Araújo emocionou o público com a interpretação da toada Sensibilidade, enquanto reafirmava o compromisso do boi com o espetáculo e a busca pelo tetracampeonato. Na arquibancada, o envolvimento do público foi intenso. “O boi estava gigante, lindo, impactante. Vamos ser tetracampeões”, disse emocionado o professor Luiz Oliveira, de Maués, que participou como Item 19 – Galera.
O Festival de Parintins continua neste domingo (29), com a terceira e última noite de apresentações no Bumbódromo.






