Manaus/AM - Pesquisadores da Fiocruz confirmaram nessa terça-feira (2), que enviaram amostras da variante do coronavírus que surgiu em Manaus, para a análise de um grupo de cientistas que trabalharam no desenvolvimento da vacina da AstraZeneca.
O intuito deles é realizar estudos para saber se o imunizante, usado atualmente no Brasil, é capaz de combater a nova cepa. A variante encontrada no Rio de Janeiro também será objeto do estudo.
De acordo com Marco Krieger, vice-presidente de produção da Fiocruz, os pesquisadores precisam avaliar se as mutações não comprometem a resposta imunológica à vacina e devem direcionar possíveis adequações para tornar a vacina de Oxford ainda mais potente.
O surgimento da variante do Amazonas preocupa pela segunda onda avassaladora de mortes e novos infectados que o estado enfrenta há mais de um mês. O vírus já chegou em outros estados e até em outros países como o Japão, a Itália e o Reino Unido.
A cepa tem se mostrado mais resistente, transmissível e letal principalmente entre pessoas com idade de 20 a 59 anos.



