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Chibatão recorre e perde. Mantida liminar que interditou o porto

A desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho manteve a liminar concedida pela vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargadora Valdenyra Thomé,   pela interdição de dez áreas do Porto Chibatão. De acordo com a magistrada, o TRT da 11ª Região já havia julgado a matéria, não havendo o que reformar na sentença da desembargadora Valdenyra Thomé, contrariando o que pleiteava o Chibatão.

O oficial de justiça já comunicou a decisão aos dirigentes do porto, que deverá permanecer com as atividades paralisadas pelo menos até quarta-feira, quando o Tribunal volta ao funcionamento normal.


De acordo com a sentença da desembargadora em medida liminar, a interdição envolve o cais flutuante, as duas rampas de descarga de mercadorias, o pátio de armazenamento de contêineres, a balança do porto, além de uma área equivalente a dez metros a partir do local onde ocorreu o deslizamento de terra. Conforme entendimento do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Jorsiney Dourado, autor do pedido de liminar, a decisão implica na paralisação total das atividades no porto, visando preservar a vida de 965 trabalhadores do local.

Tanto o pedido de interdição quanto a liminar concedida pela desembargadora Valdenyra Thomé estão embasadas em recomendações do Serviço Geológico do Brasil e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano de desocupar o porto e suspender imediatamente as atividades por causa do risco iminente de novos deslizamentos.


Os advogados do Porto Chibatão   já entraram com um agravo regimental contra a decisão das duas desembargadoras, com pedido de liminar para cassar os efeitos das mesmas. No entanto, qualquer julgamento nesse sentido só poderá ocorrer a partir de quarta-feira, pois os dois recursos devem ser analisados agora pelo Pleno do Tribunal, que pode convocar uma reunião extraordinária para decidir a questão.



MANIFESTAÇÃO


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Pela manhã cerca de 100 funcionários fizeram uma manifestação pedindo que a Justiça do Trabalho autorizasse a retomada das atividades do porto, uma vez que temem perder seus empregos.

Veja a carta encaminhada ao Blog pelo funcionário Dilcimar Batista de Brito.

Caro, Holanda,

Sou  funcionário do porto chibatão  e hoje participei de uma manifestação para que o Porto  continue operando,   claro que dentro das condições seguras. Não estamos reinvidicando nada que não seja  legal,  nem  procurando tapar o sol com peneira. Mas  entendemos que se uma empresa não pode  trabalhar, não receberá pelos serviços  e/ou produto, e  que se não  receber não poderá  pagar salários. Em função disso haverá demissões. Precisamos de uma garantia de emprego,  para poder termos a tranqüilidade de manter nossas famílias que dependem desse salário.  Tenho uma esposa e uma filha, e com certeza essa noticia trouxe uma certa preocupação e insegurança quanto ao futuro. Diante desse futuro incerto,  tomei a iniciativa de  participar dessa manifestação e coletar assinaturas para que os órgão competentes possam entender que essa decisão irá atingir de forma direta trabalhadores e familiares que dependem de forma direta do Porto Chibatão,  iremos nos reunir na quarta-feira no ministério público,  para entregar essas assinaturas,  e com isso talvez  conseguir uma oportunidade de garantir meu futuro e de meus colegas de trabalho.

 

Obrigado,  pela oportunidade,

 

Segue em anexo fotos dessa manifestação pacífica,

 

Dilcimar Batista de Brito

Matricula 54

Função: Tecnico em Informática

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