Manaus/AM - A cheia dos rios provocou perdas estimadas em, pelo menos, R$ 206 milhões para produtores agrícolas do Amazonas. É o que estima um levantamento do governo. Além disto, cerca de 17.699 mil famílias do interior tiveram produções afetadas. Em 2021, Manaus teve a maior cheia da história desde o início dos registros, em 1902, com o Rio Negro chegando a marca de 30,02 metros.
Os dados foram divulgados pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e são referentes até 10 de junho.
Segundo o levantamento, as perdas mais significativas foram de banana (R$ 66,6 milhões), mandioca (R$31,1 milhões), hortaliças (R$ 29,5 milhões) e o mamão (R$ 24,2 milhões).
A pesquisa engloba os municípios de Atalaia do Norte e Benjamin Constant (Alto Solimões); Fonte Boa e Tefé (Médio Solimões); Anori , Careiro da Várzea e Manacapuru (Solimões); Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Canutama (Purus); Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati, Juruá e Carauari (Juruá); Humaitá, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Borba e Novo Aripuanã (Rio Madeira), Itacoatiara (Médio Amazonas); Nhamundá e Urucará (Baixo Amazonas).

