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Cetam dobra unidades em Manaus e atualiza cursos para a era da Inteligência Artificial

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Cetam dobra unidades em Manaus e atualiza cursos para a era da Inteligência Artificial
Foto: Divulgação
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Manaus/AM - O cenário da educação profissional no Amazonas passou por uma transformação estrutural entre 2019 e 2025. Com a inauguração de novas unidades e a atualização da grade curricular para áreas como Inteligência Artificial e automação, o Governo do Estado alcançou a marca histórica de 1.214.250 vagas de qualificação por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). O avanço faz parte de uma estratégia para alinhar a mão de obra local às exigências do Polo Industrial de Manaus e do setor de serviços.

Para sustentar esse volume de matrículas, o governo investiu na duplicação da infraestrutura física. Em Manaus, as unidades próprias saltaram de três para seis, com destaque para a Escola de Gastronomia Bernardo Ramos, no Centro, e os centros de capacitação nos bairros Galileia e Aníbal Beça. No interior, a rede saltou para sete unidades próprias, com novos prédios em Parintins, Silves e Benjamin Constant, equipados com laboratórios que simulam o ambiente real de trabalho.

De acordo com o governador Wilson Lima, a meta é reduzir o abismo entre a demanda das empresas e a oferta de trabalhadores. “Na prática, ampliar a oferta significa elevar a produtividade e permitir que o trabalhador se reposicione no mercado formal com mais competitividade”, afirmou o governador.

Cursos alinhados ao futuro

A diversificação dos 540 cursos ofertados reflete as novas tendências da economia global. Sob a gestão de Fábio Albuquerque, diretor-presidente do Cetam, a instituição introduziu formações em:

  • Tecnologia: Introdução à Inteligência Artificial e Inovação Digital.

  • Indústria: Manutenção de equipamentos eletrônicos e Indústria 4.0.

  • Inclusão: Qualificação especializada para atendimento a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

  • Setor Primário: Capacitações voltadas à produção rural e fortalecimento de cadeias produtivas no interior.

A política de interiorização hoje alcança todos os municípios do estado, chegando inclusive a comunidades indígenas em Alvarães e Careiro da Várzea, além de estender a oferta ao sistema prisional e centros de convivência da família.

Para Marcellus Campêlo, secretário da Sedurb e da UGPE, o impacto vai além da sala de aula. “Quando levamos uma unidade equipada para o interior, dinamizamos a economia local e fortalecemos a geração de renda dentro do próprio município”, destacou o secretário, ressaltando o papel do capital humano no desenvolvimento regional.

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