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CEF recua e monotrilho pode atrasar

A Procuradoria da República no Amazonas divulgou nesta quarta-feira que a CEF (Caixa Econômica Federal) recusou o empréstimo de R$ 600 milhões, solicitado pelo governo do Amazonas, para construção do monotrilho, obra de mobilidade urbana de Manaus como cidade-sede da Copa do Mundo de 2014.

Segundo nota, a decisão da Caixa segue recomendação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Os órgãos dizem que o projeto básico da obra do monotrilho não atende a normas da Lei de Licitações e Contratos.

A assessoria da CEF informou que o banco só vai se manifestar amanhã (5) sobre a nota da Procuradoria.

O custo total da obra do monotrilho de Manaus é R$ 1,3 bilhão. Com 20,2 quilômetros de extensão, o metrô de superfície cruzará as zonas leste e centro da cidade, passando pelo estádio onde ocorrerão os jogos --a Arena da Amazônia, a ser construída no local onde fica hoje o Vivaldo Lima. A capacidade de transporte será de 180 mil passageiros por dia.

Para os Ministérios Públicos, o projeto do monotrilho está incompleto, sem detalhamento dos prédios do pátio de estacionamento e manutenção, comunicação e sinalização.

"Não havendo o projeto definido, o preço ofertado será uma aleatória estimativa. Esta situação pode trazer sérios prejuízos ao patrimônio público. Diante disso o certame será nulo desde a origem", afirma nota.

Segundo o governo do Amazonas, a concorrência pública para execução da obra está mantida para segunda-feira, dia 9. "Isso não impede que a Caixa libere o financiamento futuramente quando solucionadas as pendências", informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Planejamento do Amazonas.

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