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Candidata que participou de esquema de fraude em vestibular da UEA ameaçada de morte


 

O Secretário Executivo de Inteligência, Thomaz de Vasconcelos Dias, reuniu com um grupo de estudantes (foto) que pedia informações  sobre denúncias de fraude no vestibular da Universidade do  Estado do Amazonas. O grupo também informou que a  candidata Flávia Silva Parari, indiciada por tentar fraudar o certame, está recebendo ameaças de morte e precisa de proteção policial. “Para mim (essa informação) é novidade e surpresa. A candidata foi ouvida no dia do vestibular e dois dias depois e não noticiou isso. Vou tentar encontrá-la agora para confirmar essa notícia”, disse Vasconcellos.


Conforme informações já apuradas pela  Secretaria de Segurança , Flávia Silva Parari não realizou pagamento em troca dos gabaritos da prova, mas teria agido para cooptar outros candidatos interessados no esquema.

 

 

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O secretário antecipou que a reunião  servirá para que a Secretaria de Segurança receba novos elementos para a investigação. “Cada informação que chega, cada ponto novo, colabora e muito com a investigação”, destacou.


O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas, Sidney Leite,  que acompanhou  a reunião na sede da SSP, ressaltou que a apuração dos fatos precisa resultar na punição dos envolvidos. “Queremos que os fatos sejam apurados e que os participantes (do esquema) sejam punidos, inclusive os que estiverem envolvidos em fraudes cometidas em anos anteriores”, defendeu.


Segundo depoimento dado à Polícia pelo proprietário do cursinho Centro da Física, Tomás Gomes da Silva, apontado como mentor do esquema, ações criminosas como essa já vinham sendo praticadas por ele desde 2009, em outros concursos.


Candidatos cobram providências



O candidato a uma vaga no curso de Medicina da UEA, David Fernandes, disse que a investigação da Polícia tem que ser criteriosa, para que não haja injustiça com os candidatos que se dedicaram para o vestibular.


“Este foi meu 4º ano como candidato ao curso de Medicina. Sou funcionário público, estudo e trabalho e ainda não passei por causa de décimos de diferença. Mesmo com todo o esforço me pergunto se vou conseguir passar diante dessas irregularidades. Queremos que entrem na UEA só os que fizeram da maneira correta”, enfatizou.


Já o candidato Yuri Sato, que estudava no cursinho preparatório Centro da Física para prestar vestibular para Medicina, defende o cancelamento do certame. “Como saber o número exato de candidatos envolvidos? Não é possível calcular. Todo o vestibular fica comprometido”, disse.

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