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Boletim da UEA aponta recuperação da atividade econômica no Amazonas

Boletim da UEA aponta recuperação da atividade econômica no Amazonas
Boletim da UEA aponta recuperação da atividade econômica no Amazonas

Manaus/AM - O ritmo de crescimento econômico do Amazonas em dezembro foi mais forte e intenso do que na média da atividade brasileira, 6,73%, comparando com janeiro de 2021. A recuperação do Estado, no comparativo de dezembro de 2021 com meses anteriores até abril de 2020, também foi superior, cerca de 32,75% maior do que o período citado e embora o estado tenha apresentado três meses consecutivos de estagnação, de setembro a novembro, esse cenário econômico encerrou o ano de 2021 com alta de 2,56%.

Os resultados foram apresentados na edição deste mês de março do  Boletim Macroeconômico do Amazonas, elaborado pelo Observatório Macroeconômico e Avaliação de Políticas Públicas do Amazonas (OMAP/AM), do curso de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com o objetivo de traçar tendências baseadas nas investigações de dados mensais, trimestrais e anuais da economia amazonense.

O relatório, organizado pelo professor mestre da UEA, Felippe Barros, revela que no Amazonas, o setor de serviços é um dos mais importantes do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, detendo 22,24% de toda a geração de riqueza da região (excluindo o Comércio e a Administração Pública da contabilidade). As empresas de atividades financeiras, de transporte, educação privada, artes e cultura, tecnologia da informação, comunicação, dentre outras, têm buscado reverter os prejuízos da recessão de 2015-2016, mas ainda não conseguiram retornar para o mesmo nível de atividade de 2014.

A avaliação, em relação ao comércio do Amazonas, revela que a atividade do setor, que gerou cerca de R$ 9,5 bilhões, em 2019, e detém 8,79% da parcela de riqueza do estado, apresentou rápida saída da crise global promovida pela pandemia.

“No mesmo ritmo, o mercado de trabalho apresentou dados bastante favoráveis para o país e para o estado do Amazonas. Os resultados positivos da atividade econômica no geral (IBCR-AM e IBCBr), da atividade da Indústria (PIM-PF), que é a mais importante do estado, do setor de Serviços e do Comércio, refletiram o desempenho do mercado de trabalho no último trimestre de 2021, reduzindo o desemprego do país e da região”, explicou o professor.

Felippe destaca que os dados apontam clara evolução e uma saída mais próxima da pandemia. Segundo ele, os indicadores de atividade econômica apontam evidente melhora em relação ao ano anterior, mas ainda há muito efeito carry-over (dados do passado em níveis muito baixos).

Fragilidades

A análise dessa dinâmica é importante para o Amazonas, conforme diz o professor, e permite aos formuladores de política econômica do estado adotar medidas que incentivem a criação de novos postos de trabalho, de transferências de renda e outros meios que ajudem a sociedade a melhorar os indicadores, mas com maior qualidade.

"A Indústria, mesmo que tenha apresentado melhora em dezembro, aponta fragilidade na retomada da produção e em sua consistência, em janeiro. Comércio e Serviços já recuperaram completamente os prejuízos da pandemia e o mercado de trabalho aponta toda essa melhora por conta da redução da taxa de desemprego, com o setor de Serviços puxando boa parte da criação de postos de trabalhos efetivos e de carteira assinada.

Contudo, nos últimos quatro trimestres, a recuperação desses postos de trabalho ocorreu por meio de contratos com salários menores, evidenciando um novo desafio: a manutenção do consumo para 2022 e a inadimplência", disse.

Na conclusão, o boletim justifica que o ritmo estagnado de algumas atividades econômicas brasileiras é explicado por diversas variáveis, dentre elas a inflação de 10,06%, que esconde o crescimento acima da média de diversos segmentos que impactam as decisões de consumo das famílias por afetarem o bolso diretamente, tais como a Habitação, que teve alta de 13%, dos Transportes, 21%, dos combustíveis, 47,49% e do botijão de gás, 36,99%, que afetam sobremaneira a vida da população.

Além da inflação, que pressiona o bolso do consumidor, consumo das famílias tem sido inviabilizado pela queda real da renda média, que foi de 7% em 2021, recuando há quatro trimestres consecutivos, assim, preços maiores e renda menor.

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