Manaus/AM - Um bebê prematuro morreu na sexta-feira (1), no Hospital Regional de Tefé, e a família suspeita de negligência por falta de material e estrutura da unidade de saúde. Segundo a tia do recém-nascido, Vilma Barbosa, 35, o óbito da criança teria ocorrido devido a falta de um funcionário especializado para trocar o cilindro de oxigênio que mantinha a criança viva.
“Meu sobrinho nasceu prematuro de sete meses no dia 29 de maio. Ele passou quatro dias internado no hospital e precisava respirar com a ajuda de aparelhos. Porém o cilindro de gás que o mantinha vivo precisava ser trocado, mas na hora necessária o vigilante responsável não estava e o bebê teve 3 paradas cardíacas e morreu”, disse.
Conforme Vilma, essa é a segunda vez que a cunhada perde um bebê naquela maternidade. “Há uns dois anos a minha cunhada perdeu o primeiro filho na mesma maternidade. Ela teve complicações no parto e na época o hospital não tinha incubadora”, contou.
Por meio de nota a direção do hospital informou que os cilindros de oxigênio são trocados por vigilantes, mas no dia da morte da criança o responsável pela troca não compareceu ao trabalho porque havia apresentado um atestado médico para acompanhar o pai em uma consulta em Manaus.
A direção disse ainda, que um vigilante substituto foi acionado mas nesse dia chegou ao hospital com meia hora de atraso. Uma sindicância será aberta para apurar os fatos.

