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Banheiros ecológicos e purificação de água são instalados em Borba

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Equipe da Coordenação Estadual de Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) integra grupo que vai implantar banheiros ecológicos e sistema de purificação solar de água em comunidades de Borba, a 146 quilômetros de Manaus. Os profissionais chegam ao município no próximo dia 9.

A ação faz parte do projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas (TSA)”, uma realização do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), e Fundação Banco do Brasil, apoiada pela Susam, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e prefeituras.

O objetivo do projeto é contribuir com o desenvolvimento de comunidades do Amazonas por meio da implantação de produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis (chamadas Tecnologias Sociais) nas áreas de saneamento e tratamento de água e saúde infantil.

Três tecnologias sociais do Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil estão sendo implantadas em Borba. A primeira chama-se “Hb”, que consiste em procedimentos para diagnosticar, tratar e controlar a anemia ferropriva.

O diagnóstico é feito nas próprias escolas das crianças, coletando amostra de sangue por meio de um pequeno furo no dedo. Identificada a anemia, os pais são comunicados, orientados sobre o tratamento, e encaminhados para equipes de saúde da família do município. Essa fase se deu na comunidade de “Axinim”, a 3 horas de barco da sede de Borba, com o atendimento de 160 crianças.

No próximo dia 9, o projeto inicia a implantação das outras duas tecnologias: banheiros ecológicos e sistema de desinfecção solar de água. As comunidades que receberão as ações são “Espírito Santo” e “Mucajá”.

Os banheiros instalados nas casas dos moradores das comunidades permitem a deposição de dejetos em recipientes impermeáveis instalados acima do solo. A ideia é evitar, principalmente nas regiões com alagamentos sazonais, que os dejetos tenham contato com a água e animais, livrando crianças e adultos da exposição a doenças.

 

Água é tornada limpa

Já a tecnologia de purificação da água consiste em melhorar a qualidade microbiológica da água potável por meio da exposição à radiação UV-A.

Armazenada em garrafas pets, a água fica por um período de 6 horas exposta ao sol, como por exemplo, no telhado das casas. Como resultado, ocorre a neutralização de bactérias, vírus e protozoários que causam doenças, como a diarreia.

Antes de aplicar as tecnologias, foi feito um diagnóstico sobre as condições de saúde das crianças nas comunidades, do saneamento básico e da qualidade da água no local onde vivem.

A coordenadora de Saúde da Criança da Susam, Katherine Benevides, afirma que o resultado desse diagnóstico feito nas comunidades de Borba mostrou o quanto projetos desse tipo são necessários.

“Esse projeto melhora a qualidade de vida das crianças e suas famílias. Muitas dessas crianças estão em situação de vulnerabilidade, sem acesso a saneamento básico e água potável, que foram coisas que a gente acabou comprovando”, afirma Katherine.

Para a coordenadora de Saúde da Criança da Susam, a ação leva dignidade às famílias, à medida que promove a inclusão social da comunidade. “O projeto envolve as famílias, mobiliza o território, a comunidade. Ou seja, além de trazer qualidade de vida, reduzir a mortalidade infantil, promove a inclusão social”, comenta Katherine.

O diagnóstico das comunidades e a orientação de como as comunidades devem utilizar as tecnologias são realizados por alunos e egressos da UEA, dos cursos de Turismo, Odontologia e Enfermagem. Tudo sob a coordenação de professores.

Uma das coordenadoras, a professora Kalina Benevides, diz que a participação em projetos como esses permite que a UEA dê um retorno para a sociedade do que é desenvolvido na teoria, no dia a dia da instituição.

“Projetos como esse, onde a UEA encontra parceiros que podem entrar com investimento em tecnologias, mas também ações, são altamente benéficos para a universidade. Enquanto extensão, nosso papel é levar para a sociedade o que a gente desenvolve em teoria na sala de aula, dando um retorno para a sociedade”, comenta Kalina.

Segundo a professora, o futuro do Estado está no desenvolvimento do interior. Por isso a UEA tem procurado cobrir cada espaço geográfico da região. O envolvimento em projetos como o “Tecnologias Sociais no Amazonas (TSA)” só reforçam essa crença, conta.

“Por acreditar que existe um potencial no interior, é nossa proposta levar mudança para essas populações”, declara Kalina.

Participam das ações por parte da UEA professores e estudantes da Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT/UEA) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA). Integram a coordenação do projeto por parte da UEA ainda as professoras Ana Luiza, Sônia Lemos e Edmilza Ribeiro dos Santos.

Concluída a etapa em Borba, o projeto será estendido aos municípios de Nova Olinda do Norte e Itacoatiara.

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