Manaus/AM - Com baixa adesão, a campanha de vacinação encerrada no último mês de setembro contra poliomielite, doença que causa paralisia infantil e pode ser fatal, alcançou apenas 58,8% de cobertura no Amazonas, com 187.038 crianças.
O índice ficou bem abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que era atingir pelo menos 95% do público-alvo, que são crianças de 1 a 4 anos de idade.
A poliomielite já foi uma das doenças mais temidas no mundo e foi controlada devido à cobertura vacinal. O Brasil deixou de apresentar casos da doença em 1989 e recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994.
Realizada inicialmente de 8 de agosto a 9 de setembro, a campanha foi prorrogada até 28 de setembro, mas mesmo com o esforço das autoridades de saúde nacional, estadual e municipais, não houve adesão de destaque dos pais e responsáveis das crianças.
Os dados foram consolidados pela coordenação estadual do PNI na Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
Um alerta da diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, é que a não adesão à campanha de vacinação pode contribuir como fator de risco a reintrodução do vírus da poliomielite.
Em Manaus, a cobertura da vacinação foi de 58% e os municípios que atingiram os maiores índices de vacinação foram: Japurá (100%), Careiro (100%), Jutaí (100%), Iranduba (100%) e Boa Vista do Ramos (100%).
Os municípios que tiveram os índices mais baixos de adesão à campanha foram: Tapauá (9,1%), Pauini (13,3%), Juruá (18,1%), Nova Olinda do Norte (22,2%) e Manaquiri (28,8%).



