Manaus/AM - O aumento no preço da gasolina em Manaus, que passou de R$ 6,99 para R$ 7,29 por litro, tem preocupado motoristas que atuam no transporte de passageiros. Entre eles está Seu Antônio Santos , taxista há mais de 35 anos, que relatou as dificuldades enfrentadas com o novo reajuste.
Em entrevista, ele destacou que a concorrência com os aplicativos de transporte já vinha reduzindo os ganhos e que, com o combustível mais caro, a situação se agravou: “É ruim porque diminuiu muito da gente. Tem muita concorrência de carro de aplicativo. E aí o passageiro também exige que a gente baixe o preço. Cada vez o lucro fica ruim. Tem a manutenção do carro, precisa fazer, mas a gente vai adiando tudo.”

Sobre como se adapta ao aumento, Antônio explicou que os custos acabam sendo retirados de outras despesas da família: “A gente vai diminuindo, vai tirando das despesas, adiando. O que deveria ser lucro, a gente usa para repor. O lucro cada vez menos até o meio de vida fica difícil.”
O relato do taxista reflete a preocupação de muitos profissionais que dependem diretamente do combustível para trabalhar. Com o preço da gasolina em patamares elevados, motoristas de táxi e aplicativos enfrentam a necessidade de manter tarifas competitivas, ao mesmo tempo em que lidam com custos crescentes de manutenção e sustento familiar.
Em Manaus, o novo valor é praticado principalmente na rede dos Postos Atem , atualmente a maior da cidade. A presença dominante da rede faz com que o reajuste tenha impacto imediato e amplo sobre motoristas e consumidores locais.
De acordo com os dados mais recentes da ANP, Manaus lidera o ranking das capitais com gasolina mais cara, seguida por Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), São Luís (MA) e Brasília (DF). Em todas essas cidades, os preços ultrapassam R$ 6,70 por litro.
O aumento impacta diretamente o custo de vida na capital amazonense, já que o transporte público e o setor de entregas dependem fortemente do combustível.

