No intuito de cobrar explicações da Petrobras e da Telecomunicações Brasileiras (Telebras), pelo não cumprimento da sua contraproposta de instalar internet banda larga nos oitos municípios localizados no entorno do gasoduto Coari-Manaus, o deputado estadual Dermilson Chagas (PEN), realizará na segunda-feira (5 de junho), uma Audiência Pública às 9h, no miniplenário Beth Azize, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
O parlamentar destaca o prejuízo de R$ 2,3 milhões, já gastos dos recursos de R$ 9 milhões investidos pelo Estado no projeto inacabado. Esses R$ 2,3 milhões foram gastos em equipamentos para interligar os sete municípios atravessados pelo gasoduto, com a capital, porém até hoje, apenas Manacapuru e Iranduba foram contemplados com interligações a Manaus.
A audiência contará com a presença dos prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais dos municípios de Anamã, Anori, Caapiranga, Coari, Codajás, Iranduba e Manacapuru, por onde passa a linha do gasoduto e que até hoje não foram contemplados com internet. A Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e a Telebras, entre outros órgãos, também estarão presentes.
Em 2011, o Governo do Amazonas havia anunciado que os municípios de Coari, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Manacapuru, Manaus e Iranduba iriam ganhar, até o final daquele ano, o serviço de internet de alta velocidade via gasoduto, a partir do projeto Rede Estadual de Comunicações, da Petrobras, como proposta de contrapartida por conta dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA), durante a implementação do gasoduto.
O projeto recebeu um investimento na ordem de R$ 9 milhões, tendo sido executado pela empresa Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), em parceria com a extinta Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (SECT) e a Telecomunicações Brasileiras (Telebras), a qual era responsável pela comunicação entre o governo e a Petrobras. Aproximadamente 295 órgãos seriam beneficiados com a internet nas escolas, unidades de saúde, segurança e praças públicas, para utilização da população daqueles municípios.
Dermilson espera que o problema seja resolvido antes do prazo do término do contrato, que expira em junho de 2018, já que ele poderia se renovar por até 60 meses. “O contrato se expirando vem mais um aditivo para instalação da internet”, finalizou Dermilson.
*Com informações da assessoria

