
O prefeito de Manaus, Artur Neto, esteve na noite desta sexta-feira na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde participou de uma reunião que buscou um acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores e a Sindicato das Empresas de Transportes de Manaus (Sinetram). De acordo com Artur, os sindicatos continuarão discutindo as questões pendentes e a prefeitura não vai medir esforços para que os pontos sejam resolvidos e a população não sofra com uma greve.
“Minha maior preocupação é para que não haja greve. Nós queremos que haja acordo entre as partes e uma decisão razoável e justa do tribunal para evitar problemas aos usuários. A maioria não deve pagar por detalhes que separam patrões de empregados. Eu acredito que uma greve deve ser o último dos recursos. Eu estou esperançoso que até o dia 23 chegaremos a uma boa conclusão para que essa greve não aconteça, que não venha a perturbar a economia, a vida das pessoas, não transtornar, enfim, o andamento de Manaus”, afirmou ele.
Além do prefeito, a procuradora-chefe do MPT, Alzira Melo da Costa, e a procuradora-chefe substituta, Fabíola Salmito, também participaram da reunião. De acordo com Arthur, a prefeitura confia no discernimento do MPT, que tem se mostrado equilibrado, bem como os desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas, que decidirão, em caso de greve, se ela será ou não oficializada. “A prefeitura está tranquila porque tem ciência de que vivemos em um país democrático, de instituições sólidas e um país assim, dá garantia para um governante para que ele possa planejar os seus passos na administração da cidade”, disse.
Reivindicações
De acordo com o presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, a categoria busca um acordo com o Sinetram para ajuizar uma ação anulatória referente ao dissídio coletivo 2012/2013, que foi acordado pela junta governativa, que administrava o sindicato à época. Ele afirmou que o sindicato patronal não está em comum acordo com os rodoviários. “Essa é a terceira vez que nós nos reunimos aqui no Ministério Público do Trabalho sem obter o que queremos. O Sinetram não traz nenhuma proposta, não quis assinar o dissídio 2012/2013, por esse motivo, o Sindicato dos Rodoviários vai dar entrada no procedimento de greve e a partir da semana que vem, se não chegarmos a um consenso poderemos parar o transporte coletivo em 70% da frota”, afirmou.
O advogado do Sinetram Rodrigo Wougan disse que o sindicato já tentou por várias vezes discutir de forma ponderada as pretensões dos rodoviários. Segundo ele, as exigências da classe estão em desacordo com o que já havia sido acordado no dissídio, em 2012.
“O Sindicato dos Rodoviários deveria ter entrado com uma ação anulatória, na época, mas assim não o fizeram. O que se percebe é que esse interesse de terceiros movido por questões políticas acaba por atingir toda a coletividade com essa ameaça de paralisação do sistema. Infelizmente, o Sinetram não pode ceder por causa dessa ameaça. Mas se a greve houver, a legalidade será discutida judicialmente”, garantiu ele.
A procuradora-chefe substituta, Fabíola Salmito, disse que o MPT tentou com que os sindicatos entrassem em acordo, mas como não foi possível, afirmou que o MPT está aberto para recebê-los novamente até que se chegue a um consenso.


