O Sindicato das Empresas de Vigilância e Segurança Privada do Amazonas informa que, após reunião intermediada pelo prefeito de Manaus, Artur Neto, a entidade aceitou a proposta de pagar o complemento de 10% de adicional de periculosidade para os mais de 10 mil vigilantes do Estado, já a partir deste mês.
Segundo o presidente do Sindesp-AM, Orlando Guerreiro, os demais pleitos da categoria, previstos na Convenção Coletiva de 2013, como o tíquete alimentação e reajuste salarial, serão definidos a partir da próxima segunda-feira, com o avanço das negociações entre os sindicatos. Com o acordo, a data-base da categoria também foi alterada para o dia 1º de fevereiro.
Orlando esclarece que os vigilantes já recebem o incremento de 20% no salário referente ao risco de vida. “A nova lei estabelece o teto de 30%, por isso, o incremento para o trabalhador será de 10%”, disse.
Ele explica ainda que a proposta beneficia o trabalhador que poderia esperar por vários meses a regulamentação da Lei Federal 12.740/2012. “Nós continuamos seguindo o que foi sugerido com o Ministério Público do Trabalho, de pagar o benefício ao trabalhador, mesmo sem a regulamentação da lei, ao invés de pagarmos em abril como era a nossa primeira proposta, vamos pagar agora no salário de fevereiro”, disse.
Orlando ressaltou ainda que o Sindesp-AM sempre esteve aberto para negociar com a categoria e que lamenta os poucos prejuízos nas agências bancárias hoje. “As empresas não são inimigas do trabalhador, é uma relação de parceria, isso sempre irá prevalecer. Eu agradeço os trabalhadores que não deixaram os seus pontos de trabalho, mesmo diante dessa ação”, disse.
Segundo levantamento do sindicato patronal, a greve teve adesão de apenas 2% dos trabalhadores, o que praticamente não casou transtornos nas agências bancárias, além do apoio dado pelo comando da Polícia Militar.

