Manaus/AM - Desde maio deste ano, o Amazonas conquistou uma vitória no setor da pecuária, que era um desafio há 60 anos. Em anúncio oficial, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificou o Amazonas como “região livre da febre aftosa com vacinação”, resultado de ações desenvolvidas pelo governo.
O Amazonas possui conforme dados oficiais, um rebanho estimado em 1.385.000 animais, sendo que as principais raças são Nelore, Girolando e Gir. O estado não possui grande tradição nessa atividade, portanto, a maior parte do rebanho destina-se à subsistência, outra vai para o corte e outra para a produção de leite. Os maiores rebanhos estão nos municípios de Boca do Acre, Lábrea, Apuí e Manicoré, no sul do Amazonas.
A certificação que tornou o Amazonas livre da febre aftosa oferece uma possibilidade de aumento da atividade da pecuária no Estado, tendo em vista que, enquanto persistiu a situação, não havia a menor possibilidade dos produtores sequer sonhar em chegar ao mercado nacional ou mesmo internacional, ambos extremamente rigorosos no controle de qualidade sanitária dos produtos de origem animal.
Nesse cenário, a comercialização de animais vivos do Amazonas está permitida para toda a federação brasileira, exceto para o Estado de Santa Catarina, que é livre de febre aftosa sem vacinação.
Dinheiro no setor - Das 47 unidades veterinárias da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) no interior do estado, 11 unidades foram reformadas. Essas unidades que receberam investimentos do governo a fim de oferecer melhor atendimento estão localizadas nos seguintes municípios: Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Itacoatiara (Novo Remanso), Manicoré (Matupi), Careiro da Várzea e Careiro Castanho, Maués, Iranduba, Autazes sede e do distrito de Novo Céu.

