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Apesar de recordes na arrecadação, Amazonas não evitou colapso na saúde

Apesar de recordes na arrecadação, Amazonas não evitou colapso na saúde
Apesar de recordes na arrecadação, Amazonas não evitou colapso na saúde

Manaus/AM - Os cofres públicos do Estado receberam um montante R$ 24,9 bilhões em receitas brutas no ano passado, R$ 3 bilhões a mais que em 2019, quando não havia pandemia. O balanço foi apresentado nessa segunda-feira (15), durante a audiência pública virtual da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Para o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da ALE, deputado Ricardo Nicolau (PSD), o problema do Amazonas não está na arrecadação, mas na gestão e na qualidade dos gastos.

O presidente da CAE destacou que, mesmo batendo recordes de arrecadação tributária em meio à pandemia, o Estado não conseguiu evitar o colapso da saúde pública e registra a maior taxa de mortalidade por Covid-19 do mundo atualmente. De acordo com o deputado, os dados debatidos na reunião irão compor um relatório que será encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), conforme determina a legislação.

Do montante arrecadado, a área da saúde consumiu R$ 3,83 bilhões até dezembro. Só no primeiro mês de 2020 registrou a arrecadação recorde de R$ 1,764 bilhão, um acréscimo de R$ 139,3 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para Ricardo Nicolau, a qualidade das despesas não tem acompanhado o crescimento das receitas. “O problema do Amazonas não está na arrecadação, está na gestão e na qualidade dos gastos. Há um descompasso muito grande entre o que é arrecadado e o que é prestado em serviços públicos à população. O Amazonas tem batido todos os recordes de arrecadação mesmo com a pandemia, mas ainda assim há um colapso na saúde, onde faltam estrutura, medicamentos e até mesmo oxigênio”, criticou.

O relatório apresentado à CAE apontou que as despesas do governo estadual também aumentaram em 24% em 2020, totalizando R$ 8,6 bilhões. Os gastos com pessoal cresceram 5%, com R$ 8,2 bi, o que representa 48,31% da Receita Corrente Líquida (RCL), percentual acima do limite prudencial de 46,55%. Além disso, houve subida nos repasses para os municípios (incremento de 7%; R$ 2,9 bi) e os poderes (11%; R$ 1,8 bi).

“Vemos um aumento de 24% nas despesas de um modo geral, mas não se sabe a qualidade desses gastos. Falta um núcleo no governo que analise criteriosamente as despesas por bloco de atuação. Estamos diante de um Estado com arrecadação crescente e boa saúde financeira, mas que, por outro lado, não consegue prestar os serviços com qualidade na saúde, educação, segurança e infraestrutura”, analisou o presidente da CAE.

Os indicadores fiscais do Estado foram apresentados à CAE pelo secretário executivo do Tesouro, Luiz Otávio da Silva, e demais membros da equipe econômica da Sefaz. A audiência também teve a participação dos membros titulares Serafim Corrêa (PSB) e Alessandra Campêlo (MDB), além de representantes das secretarias estaduais de Saúde (SES) e Educação (Seduc).

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