Manaus/AM - Com um total de 322 km² de alertas de desmatamento na Amazônia Legal em todo o mês de fevereiro de 2023, área equivalente ao tamanho da cidade de Fortaleza (CE), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a região, composta por oito estados, marca mais um recorde negativo nesse aspecto, mesmo no período de chuvas.
De acordo com o Inpe, essa é a maior marca para fevereiro em toda a série histórica, iniciada em 2015. Pelo dados disponíveis, no período que engloba agosto de 2020 a julho de 2021, foram 13 mil km² de área sob alerta de desmatamento, maior número desde 2006.
Produzidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), os alertas de desmatamento são gerados a partir de sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal como de exploração de madeira, mineração e queimadas.
A medição oficial do desmatamento é feita pelo sistema Prodes, cujos resultados costumam superar os alertas sinalizados pelo Deter, que trazem alerta sobre onde o problema está acontecendo.
No total, a Amazônia Legal corresponde a oito estrados, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.
Mesmo sem ter como avaliar se há tendência de crescimento ou queda, os especialistas chamam a atenção para o fato de os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março são períodos chuvosos na maioria dos estados que englobam o bioma amazônico e por isso as taxas de desmatamento costumam ser menores.
Os dados do Inpe mostraram que o Mato Grosso foi o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 162 km². Em seguida vieram Pará e Amazonas, com 46 km² cada, Rondônia, com 28 km², e Roraima, com 31 km².

