
Nona vítima (RCSS, 46 anos) se apresenta no 3º DIP
A nona vítima de tentativa de estupro cometida pelo enfermeiro Ronaldo Augusto Ferreira Souza, 42, se apresentou no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) na terça-feira, 21. Trata-se de RCSS, de 46 anos. A ex-diretora da UBS Lourenço Borges, no Japiim, Cândida Rosa Fernandes Lima dos Santos, 48, foi reconhecida como a gestora da época e que não tomou providências contra os ataques sexuais perpetrados pelo enfermeiro. Orientada por seu advogado, Cândida não falou à imprensa.
A doméstica Josiane da Costa, vítima, reiterou suas declarações e reconheceu a diretora da UBS, à época, como Cândida Rosa Fernandes Lima dos Santos, que teria dito, conforme depoimento de Josiane no 3º DIP, que não iria fazer nada contra o enfermeiro, por ser amigo dela e por conhecê-lo há muito tempo. A ex-diretora Cândida Rosa teria dito, ainda, que seria a palavra da vítima contra a do enfermeiro tarado.
Ex-diretora da UBS, Cândida Rosa, chega ao distrito com advogado
Conforme o delegado do 3º DIP, Guilherme Antoniazzi, a ex-diretora da UBS, Cândida Rosa, afirmou que, no dia seguinte à ocorrência, quando pediu esclarecimentos ao enfermeiro Ronaldo Souza sobre a tentativa de estupro a Josiane, Ronaldo confirmou que a agarrara, mas para evitar que Josiane caísse, pois havia tropeçado na mesa.
Ainda de acordo com o delegado do 3º DIP, a diretora da UBS teria baixado uma portaria determinando que o atendimento a pacientes deveria ser feito, sempre, com o acompanhamento de uma técnica de enfermagem, procedimento que o enfermeiro não acatou, informou Antoniazzi, ao esclarecer que ex-diretora Cândida Rosa foi ouvida apenas como testemunha e não está indiciada.

Delegado Guilherme Antoniazzi informouu que ex-diretora é testemunha
O delegado Guilherme Antoniazzi afirmou, também, que o enfermeiro Ronaldo Souza usurpava atribuição de médico ginecologista ao atender as pacientes que procuravam a UBS.
Antoniazzi relatou, em relação à ex-diretora Cândida Rosa, que ela negou amizade com o enfermeiro e disse que só o conheceu quando ela foi trabalhar na UBS Lourenço Borges, mas Cândida afirmou que os dois frequentam a mesma igreja.
“É lastimável esse camarada ter continuado com esses atos dele... mas, nesse momento, ele estando respondendo, e ela, é um sentimento de alívio. É uma coisa que a gente não deseja pra nenhuma mãe de família. Todas essas nove vítimas estão sentindo o mesmo que eu estou sentindo hoje”, desabafou Josiane.
Fotos: Wallace Brayan


