O cachorrinho Xerife. Foto: Arquivo Pessoal.
Após cerca de 20 cães e gatos morrerem após receberem doses de vacina antirrábica no município de Anamã, a 161 quilômetros de Manaus, a campanha da substância foi suspensa na cidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
A Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas informou que uma equipe técnica será enviada para investigar as mortes dos animais de estimação. A campanha de vacinação iniciou em outras seis cidades do Amazonas, utilizando vacinas do mesmo lote, e não houve registro de efeitos colaterais.
Já no Anamã, só no primeiro dia da campanha, 57 pets foram vacinados, sendo eles 39 cães e 18 gatos. Desses, cerca de 20 morreram. As mortes podem ser decorrentes de efeitos colaterais da vacina.

O gatinho Bibi, de seu Thomé. Foto: Arquivo Pessoal.
Uma dona de casa que não quis se identificar, contou que o seu cachorrinho de estimação da raça Pinscher também morreu após tomar a vacina "Uma equipe do Posto de Saúde passou na minha casa na segunda-feira, fiquei até com receio de deixarem aplicar a vacina, mas acabei autorizando. Depois disso ele ficou babando muito e se debatendo. Falei com uma veterinária que mora em Manaus e ela disse que não tinha jeito. No dia seguinte ele morreu. Teve animal que depois de dez minutos de receber a vacina morreu", disse. "Meus filhos de 12 anos não foram para escola, choraram muito e não dormiram a noite porque ficou vendo se o cachorro reagia, mas não conseguimos reanimá-lo. Muitos gatos e cachorros morreram. Muita gente está revoltada", contou.
o agricultor Tomé Amanso, que teve seu cão (Totó) e seu gato (Bibi) mortos poucas horas após serem vacinados, também se manifestou:
"Deixei eles vacinarem porque todo ano o Totó e a Bibi eram vacinados sem problema. Toda a cidade está preocupada com essa situação. Até agora não esclareceram o que aconteceu. No dia que eles começaram a passar mal, chamamos a equipe da saúde de manhã e só apareceram à tarde. Começaram a passar mal e babar muito. Alguns ficaram vomitando", disse.
Maria Lúcia da Silva, secretária de saúde de Anamã, afirmou que as vacinas estavam dentro do prazo de validade (até junho deste ano), e disse que a equipe que aplicou a vacina seguiu todas as recomendações do Ministério da Saúde e esse é o primeiro ano que ocorrem casos de reação nos animais.
"Entrei em contato com Zoonoses e a FVS. Solicitei um técnico e ele está vindo aqui. Recolhemos amostras de cão e de gato. Fui até as famílias e conversamos com eles. Tomamos todas as providências e esperamos descobrir o que aconteceu. Nossa luta é para dar qualidade de vida aos animais e não para matar", declarou.



