Projeto do Executivo Municipal que está tramitando em regime de urgência na Câmara Municipal de Manaus , concede isenção fiscal aos templos religiosos, instalados na cidade, que deixarão de recolher os cofres públicos a taxa de localização e verificação de funcionamento regular, ou seja, o alvará de funcionamento. Um ato de generosidade utilizando recursos públicos visando obter dividendos político.
Com essa ação o prefeito Amazonino Mendes (PDT) esperar ganhar a simpatia de quem integra essas congregações religiosas e, com isso, capitalizar votos na eleição do próximo ano, quando disputa a reeleição, mesmo que isso represente perda de receita para o município. O projeto foi deliberado na terça-feira e na quarta-feira já tinha recebido o parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento.
Portanto, está pronto para ser votado, e como o prefeito tem maioria na Câmara, deve ser aprovado pelos vereadores. Porém, mesmo dando parecer favorável, os membros da Comissão de Finanças reconhecem que a aprovação do projeto representará perda de receita. No parecer assinado pelo vereador Luiz Alberto Carijó (PDT) - um dos líderes do prefeito no Legislativo municipal -, os membros da comissão dizem acreditar “que o projeto venha devidamente amparado no orçamento anual da Prefeitura”.
