Manaus/AM - Entre 1985 e 2024, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa — uma área equivalente ao tamanho da França. No total, 18,7% da floresta já foi destruída, e especialistas alertam que a região se aproxima do ponto de não retorno. As informações são da Agência Brasil.
O desmatamento foi impulsionado principalmente por pecuária, agricultura, silvicultura e mineração. As pastagens cresceram de 12,3 milhões para 56,1 milhões de hectares, e a agricultura passou de 180 mil para 7,9 milhões de hectares, com a soja dominando a área cultivada.
A floresta foi a mais atingida, com 49,1 milhões de hectares suprimidos, quase 95% do total. Essa perda provocou ressecamento, incluindo a redução de 2,6 milhões de hectares de áreas alagáveis, agravada por secas históricas na última década.
Houve alguma regeneração: 2% do bioma, cerca de 6,9 milhões de hectares, está em recuperação. Mesmo assim, a maior parte do desmatamento em 2024 ocorreu sobre vegetação primária.
O governo afirma reforçar o combate ao desmatamento com monitoramento via Inpe, operações de fiscalização, o Fundo Amazônia e ações integradas entre ministérios. A meta é zerar o desmatamento ilegal até 2030.

