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Amazonense e mais quatro corinthianos presos na Bolívia ganham liberdade

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O amazonense Cleuter Barreto Barros, de 24 anos, preso entre os torcedores brasileiros corintianos que permaneciam presos na Bolívia desde fevereiro acusados pela morte do adolescente boliviano Kevin Spada, durante a partida entre Corinthians e San José, pela Copa Libertadores, foram libertados nesta quarta-feira.

Além de Cleuter, foram libertados Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Reginaldo Coelho. Eles devem chegar ao País até esta sexta-feira.

De acordo com o advogado Davi Gebara Neto, os corintianos “já saíram e já estão em procedimento de retorno” ao Brasil.

Kevin Spada foi atingido por um sinalizador durante o jogo em Oruro, na Bolívia. Outros sete acusados todos brasileiros e torcedores do Corinthians foram libertados no início de junho por decisão da justiça da Bolívia.

Mais cedo, o Ministério da Justiça anunciou que um acordo havia sido feito para que o Corinthians pague US$ 50 mil em indenização à família do jovem morto. A negociação, feita entre a Justiça boliviana e os advogados de defesa do clube, foi intermediada pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público do Distrito de Oruro. Esse pagamento permitiu a libertação dos torcedores.

No início de junho, outros sete corintianos que estavam também presos desde fevereiro foram libertados pela Justiça boliviana e retornaram em seguida ao Brasil. Nesse caso, o juiz da ação criminal concluiu que eles não estavam envolvidos no caso.

Kevin Spada, então com 14 anos, foi atingido por um sinalizador usado pela torcida corintiana durante o jogo entre Corinthians e San Jose, pela Copa Libertadores. O artefato é proibido em estádios de futebol. Algumas semanas depois do caso, um adolescente de 17 anos, que já estava no Brasil, assumiu a culpa pelo disparo, mas não está sendo processado.

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