Manaus/AM - Em reunião virtual, nesta sexta-feira (23), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) debateu com membros do Fórum Econômico Mundial sobre a participação do Amazonas como representante do Brasil no programa de capacitação e elaboração de projetos, com equipes de atração de investimentos vindas de diversas partes do mundo.
A participação do Amazonas neste programa tem como objetivo atrair investimentos para os projetos delimitados pela secretaria. A gerente do Departamento de Atração de Investimentos e Comércio Exterior (Daice), Natália Sagaydo, ressaltou que, por meio do programa, a Sedecti vai poder ter acesso a uma plataforma de captação de recursos para projetos.
De acordo com Sagaydo, o Amazonas foi escolhido após passar por diversas rodadas de seleção, ao longo das quais foram apresentadas e avaliadas propostas de projetos de investimento privado em parceria com governos estaduais. “Essas propostas de projetos tiveram que estar fundamentadas na sustentabilidade, garantindo aos potenciais investidores o cumprimento de metas como redução ou compensação de emissões de CO2, desenvolvimento socioeconômico e ambiental, entre outras”.
Além do Amazonas, o estado da Bahia também foi escolhido para representar o. Brasil. “A proposta vencedora foi a do Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões (Pactas), que deve contribuir para a criação e fortalecimento de novos negócios voltados para a geração de valor dos produtos amazônicos, a partir do uso sustentável da biodiversidade da região”.
Segundo a gerente da Sedecti, com o reconhecimento, o Amazonas ganha acesso à uma das maiores redes de investimentos internacionais, além de receber consultoria e mentoria para a elaboração do projeto final, estruturação do investimento e capacitação de sua equipe de atração de investimentos. “O processo deve durar cerca de quatro a seis meses, tendo como objetivo final encontrar investidores interessados no projeto”.
O Fórum Econômico Mundial é uma organização conhecida pelos seus encontros anuais de líderes globais em Davos, na Suíça. O Fórum é financiado por suas mil empresas-membro. A típica empresa-membro é uma instituição global com mais de cinco bilhões de dólares em receitas. Ele possui capilaridade internacional para atrair novos negócios, fomentar grandes projetos e financiar importantes estudos de indicadores econômicos internacionais.



