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Amazonas inicia distribuição de imunobiológico para proteger bebês do VSR

Amazonas inicia distribuição de imunobiológico para proteger bebês do VSR
Foto: Eduardo Prado/ FVS-RCP

Manaus/AM - A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) começou a distribuir 3.400 doses do imunobiológico nirsevimabe, voltado à prevenção das formas graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A estratégia prioriza crianças prematuras e com comorbidades, com até dois anos de idade, consideradas mais vulneráveis às complicações da doença, conforme detalha a Nota Técnica nº 004/2026, disponível no site da FVS-AM.

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o nirsevimabe representa um avanço na saúde infantil do estado. “Diferentemente de uma vacina, o nirsevimabe fornece os anticorpos prontos, garantindo proteção imediata, especialmente para recém-nascidos e lactentes, além de reduzir significativamente as hospitalizações”, destacou.

A gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, explicou que o fortalecimento das medidas preventivas se deve ao aumento da circulação do VSR durante períodos de chuva e inverno. “A proteção começa ainda na gestação, com a vacina indicada a partir da 28ª semana, e os bebês nascidos receberão o nirsevimabe logo após o parto. Crianças que iniciaram a profilaxia com palivizumabe continuarão o esquema até a conclusão prevista pelo Ministério da Saúde”, afirmou.

O imunobiológico será disponibilizado inicialmente nas maternidades de referência para prematuros e, posteriormente, em hospitais com leitos obstétricos, garantindo cobertura em toda a rede estadual e facilitando o atendimento nos municípios de residência das famílias. À medida que novas doses chegarem, a distribuição será ampliada gradualmente, incluindo crianças nascidas após a temporada de maior circulação do vírus.

O nirsevimabe é indicado para prevenir infecções graves do trato respiratório inferior em crianças com maior risco. A administração deve ocorrer na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável e sem contraindicações, como histórico de reação alérgica grave ou distúrbios hemorrágicos. Para ter acesso, os responsáveis devem apresentar documentação médica que comprove a indicação do imunobiológico.

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