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Amazonas aprova lei contra tortura em unidades prisionais após pressão do MPF

Amazonas aprova lei contra tortura em unidades prisionais após pressão do MPF
Amazonas aprova lei contra tortura em unidades prisionais após pressão do MPF

Manaus/AM - A Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou a criação do Sistema Estadual de Prevenção e Combate à Tortura após pressão do Ministério Público Federal (MPF) e determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão havia fixado prazo de 120 dias para a implementação do mecanismo, mas o estado descumpriu a medida, cujo prazo se encerrou em junho. Diante do atraso, o MPF pediu o bloqueio de recursos estaduais e aplicação de multa.

A cobrança ganhou força após a denúncia de uma mulher indígena da etnia Kokama, de 29 anos, que afirmou ter sido estuprada por policiais militares e um guarda municipal dentro de uma delegacia em Santo Antônio do Içá, no interior do estado. Segundo o MPF, a ausência de um sistema de prevenção contribuiu para casos de violações de direitos humanos em locais de privação de liberdade.

O Amazonas tem um histórico de problemas no sistema prisional, marcado por maus-tratos e rebeliões, como as ocorridas em 2017 e 2019, que deixaram dezenas de mortos. O procurador da República Igor Jordão Aves afirmou que a criação do sistema representa o cumprimento, ainda que tardio, de uma obrigação constitucional e internacional. Ele destacou que a instalação do comitê será essencial para investigar e coibir abusos.

A medida foi determinada pelo STF após ação civil pública movida pelo MPF em 2022. A Corte deu prazo de quatro meses, a partir de fevereiro de 2025, para a instalação definitiva do mecanismo no Amazonas. A expectativa é de que o comitê funcione de forma independente, com visitas regulares a presídios e delegacias para monitorar possíveis violações.

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