Manaus/AM - O Governo do Estado do Amazonas intensificou as ações de fiscalização ambiental e endureceu o combate às queimadas ilegais no interior e na região metropolitana. De acordo com os dados consolidados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), as operações de fiscalização aplicaram R$ 167.003.031,72 em multas por descumprimento da legislação ambiental.
As medidas punitivas e de contenção abrangem:
Autos de infração: 610 autos lavrados pelas equipes de fiscalização.
Áreas embargadas: 421 termos de embargo emitidos, paralisando atividades ilegais em 65.281,12 hectares .
Prisões: Ações de campo, como a Operação Tamoiotatá, resultaram na prisão em flagrante de 11 pessoas no município de Autazes por práticas relacionadas com queimadas não autorizadas e crimes ambientais.
Proibição do uso do fogo e monitoramento contínuo
O rigor das sanções decorre do decreto estadual que estabelece a proibição total do uso do fogo por 120 dias em todo o território do Amazonas. Para garantir o cumprimento da norma, mais de 1,5 mil agentes operam em dezenas de municípios com o apoio de patrulhamento aéreo, monitoramento via satélite em tempo real pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o uso de drones e viaturas equipadas com conectividade de internet.
Segundo os órgãos ambientais, as sanções e multas milionárias buscam desestimular o uso do fogo para desmatamento e renovação de pastagens num período crítico, em que o estado regista mais de 8 mil focos de calor e sofre com os impactos severos da estiagem e da fumaça na saúde pública e na navegabilidade dos rios.
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