O desembargador Jorge Manoel Lopes Lins, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas, expediu alvará de soltura de Bolivar Maués e seu filho Bruno Leandro Campos Maués, presos na Unidade Prisional do Puraquequara desde 16 de fevereiro.
O bacharel e o filho são acusados de arquitetarem um suposto plano para assassinar o prefeito de Rio Preto da Eva, Luiz Ricardo Chagas, o vice Ernane Santiago, o procurador Erick Franco de Sá e o empresário Antônio Carlos.
Em sua decisão o desembargador Jorge Lins diz que “examinando os autos de inquérito policial, vislumbro motivos que desautorizam a decretação da prisão preventiva, cabível somente em situações excepcionais”. Bolívar é irmão do deputado federal Sabino Castelo Branco.

Suposto plano
O suposto plano para matar o prefeito foi abortado em 16 do mês passado depois da prisão de Bolivar Maués, Marco Antônio, Maikon da Silva e Bruno Maués, que teriam sido contratados para executar o crime.
As prisões foram decretadas pelo juiz da comarca de Rio Preto da Eva, Cássio André Borges dos Santos, atendendo a pedido do delegado Virgílio César Costeira de Mendonça, da 36º Distrito Policial.

Defesa
O advogado Amadeu Jardim Maués Filho, na sua petição inicial com pedido de habeas corpus, diz que o depoimento de um foragido da Justiça do Pará foi o que levou o juiz Cássio Borges a determinar a prisão de seus clientes.
De acordo com o advogado, o foragidoAmaury de Oliveira Gomes, condenado a 11 anos e 6 meses de prisão, foi ao 36º Distrito de Polícia e prestou depoimento ao delegado Virgílio César Costeira, relatando um suposto crime de pistolagem, e sem que ninguém conhecesse sua condição de presidiário foragido, transitou livremente e saiu dali sem ser molestado.
“o que já diz muito sobre a capacidade do delegado Virgilio Rosas de reconhecer um criminoso real (possivelmente mandou servir cafezinho ao foragido, dentro do próprio 36º DP, enquanto a Polícia do Estado do Pará se esforça para recapturar o fugitivo)”, alegou Amadeu Maués, na sua petição.

