A pesquisa realizada pela Action e publicada hoje pelo Diário do Amazonas (www.diarioam.com.br) revela que as intenções de voto no prefeito Serafim Correa é menor que a de seus adversários na zona da cidade onde ele mais trabalha: a Leste. Serafim contabiliza 7% dos votos, contra 52% de Amazonino Mendes, 14% de Omaz Aziz e 10% de Rebecca Garcia. O crescimento de Omar é explicável. Sua presença nos bairros em razão de obras inauguradas pelo governo do estado tem sido permanente. Rebecca, por ser mulher, jovem e bonita, ganha o espaço natural. Mas a pesquisa erra ao excluir Carlos Souza. Apesar da pouca possibilidade de ele se tornar candidato pelo PP, dado o litígio com a direção do partido e o desgaste sofrido com a refiliação que pode lhe custar o mandato, Carlos não perdeu a condição de pré - candidato, como aliás nenhum filiado de partido que almeje disputar a prefeitura de Manaus. É racional supor que um partido democrático tenha seus próprios mecanismos para escolher um candidato. O sistema de convenção, pelo qual os filiados votam, é um deles. Portanto, não cabe a uma empresa de pesquisa fazer suas próprias escolhas. Além de antidemocrático, sonega do eleitorado a opção de avaliar um nome que afinal está aí. Aliás, a inclusão de Carlos na pesquisa poderia coroar definitivamente a candidatura de Rebecca Garcia, que tem mostrado uma tendência de crescimento, não sendo possível visualizar, neste momento, qual o seu teto. Por causa de uma visão curta e muito provavelmente condicionada a questões de mercado, a Action cometeu o pecado de excluir o deputado, o que, entretanto. não reduz a importância da pesquisa.



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