Muito se tem falado nos últimos dez anos em geração de emprego e renda, sobretudo na área política. O maior exemplo do gênero não foi patrocinado por governantes, políticos ou órgãos da prefeitura ou governo estadual. Esse exemplo se chama Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas, que se realiza todos os domingos das 6h às 13h, em plena Avenida Eduardo Ribeiro.
Ela era uma feirinha há 10 anos, com poucas barracas e muita incerteza sobre seu futuro no ar. Hoje, o evento gera postos de trabalho e renda para mais de 3,5 mil pessoas de forma direta e indireta, conforme o Sebrae e o Clube de Diretores Lojistas (CDL), as entidades que criaram a Feira.
Na verdade, ela consiste, hoje, em mais de 300 barracas, cada uma como produtos os mais variáveis, como móveis, objetos de arte utilizando matéria prima regional, alimentação, confecção em ateliê próprio, sebos (livros raros), etc.
“Cada uma dessas barracas agrega fornecedores de matéria prima e outras pessoas para confeccionar os produtos e vendê-los na feira”, conta Leonardo Silva, integrante da Associação dos Expositores. A entidade substituiu o Sebrae e o CDL alguns meses depois quando o evento se consolidou e começou a andar com pernas próprias.
Hoje, muitas das barracas representam a única renda de famílias inteiras. “Além da renda na feira que pode oscilar de R$ 200,00 a R$ 1 mil, os artesãos, marceneiros, produtores de roupas e outros recebem muitas encomendas e duante a semana vão tocando os negócios e também ganhando”, diz o expositor.
Com o crescimento do capital e perspectivas comerciais, muitos expositores ampliaram os negócios para outros eventos, como o Mercado Cultural, no Passeio do Mindu, e Feira da Ponta Negra, por exemplo.
“Pode ser até que num domingo chuvoso as vendas caiam um pouco, mas nos outros domingos o nosso lucro é garantido”, diz o ex-carpinteiro, Amarildo Santos, agora um próspero microempresário que já tem seu próprio ateliê em casa, onde fabrica as peças de encomenda que recebe todo domingo.

