
Estreia da peça, escrita por Beckinha, acontece neste sábado (17), às 20h, com acesso gratuito, no Teatro Amazonas. Montagem tem apoio do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus
No texto de Socorro Langbeck foi utilizada, como ponto de partida, a fábula de La Fontaine. O diferencial é a moral alternativa buscada pela autora em nível de discurso político, direcionado ao público infanto-juvenil. A estreia acontece neste sábado (17), às 20h, no palco do Teatro Amazonas, com acesso gratuito.
Mudar o sistema é a missão da Cigarra na trama, explicou o ator e diretor do Grupo Azuarte, Adaílson Veiga. “Ela quer mudar o sistema, acreditando que todos têm o direito de viver da forma que bem entender; que o mundo é de todos e nada é de ninguém; a natureza é de todos. Com essa dose socialista, a personagem sabe dos seus direitos e vai brigar para libertar o formigueiro das mãos do Formigão, vilão que interpreto”, ressaltou Adaílson.

Para o diretor da peça, Daniel Mazzaro, coincidentemente, as manifestações de rua que acontecem há mais de um mês no Brasil revelam a atualidade do texto de Beckinha. “Gosto da forma que se desenvolve a carpintaria do texto. É interessante como ela escreve, de forma despojada e politizada, não tratando a criança como boba e ingênua. Percebemos no Brasil que as pessoas estão tentando se politizar, indo para as ruas questionar os governos. As crianças não estão alheias a esses acontecimentos”, disse Daniel.

