Foi espantoso o número de votos nulos para o Senado. Eles somaram 209.662. Outros 405 mil eleitores (20% do total) não compareceram. É muita coisa. Se computados os votos brancos ( 93.839) há uma soma de 709.839 eleitores que não votaram para senador ( e outros cargos) ou não exerceram o direito de escolher um segundo nome ( caso dos que anularam o voto ou votaram em branco). O mesmo fenômeno ocorreu em 2006, quando o número de votos nulos para o Senado chegou a 245.703.
Quem projetou bem esse quadro foi o publicitário Afrânio Soares, da Action. Em entrevista ao Blog do Holanda, no sábado, Afrânio disse que a movimentação dos indecisos, que era de 8%, decidiria a vaga. "Se for proporcional ao quadro identificado, Vanessa ganha. Se favorável ao senador, cerca de 2% a mais, Arthur ganha", dizia Afrânio, com base em pesquisa qualitativa. E fechou a entrevista com outra a avaliação que acabou se revelando correta: "sempre que o eleitor é chamado a votar duas vezes para senador ( caso de 2002) ele se confunde e, por erro de avaliação - pois quando a tela da urna retorna ao original ele acha que o voto não foi computado - acaba repetindo o primeiro voto e, assim anula a segunda opção.
historicamente, eleições com dois candidatos levam o eleitor a erros. Isso porque ao digitar o número do primeiro candidato, vê a urna retornar imediatamente a tela inicial, o que leva a errônea interpretação de que o voto não foi computado. Assim, o eleitor é induzido a repetir a votação, que é registrada como nula. Isso ocorreu em 2002, quando 245.703 eleitores, ao fazer a segunda tentativa, anularam o voto. Veja abaixo o resultado daquele ano.
Quem projetou bem esse quadro foi o publicitário Afrânio Soares, da Action. Em entrevista ao Blog do Holanda, no sábado, Afrânio disse que a movimentação dos indecisos, que era de 8%, decidiria a vaga. "Se for proporcional ao quadro identificado, Vanessa ganha. Se favorável ao senador, cerca de 2% a mais, Arthur ganha", dizia Afrânio, com base em pesquisa qualitativa. E fechou a entrevista com outra a avaliação que acabou se revelando correta: "sempre que o eleitor é chamado a votar duas vezes para senador ( caso de 2002) ele se confunde e, por erro de avaliação - pois quando a tela da urna retorna ao original ele acha que o voto não foi computado - acaba repetindo o primeiro voto e, assim anula a segunda opção.
historicamente, eleições com dois candidatos levam o eleitor a erros. Isso porque ao digitar o número do primeiro candidato, vê a urna retornar imediatamente a tela inicial, o que leva a errônea interpretação de que o voto não foi computado. Assim, o eleitor é induzido a repetir a votação, que é registrada como nula. Isso ocorreu em 2002, quando 245.703 eleitores, ao fazer a segunda tentativa, anularam o voto. Veja abaixo o resultado daquele ano.
