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Gestão pública

Ajuste financeiro de Manaus repercute em mais obras, afirma prefeito

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Tempos amargos


Manaus/AM - A 11 meses para o final do terceiro mandato à frente da Prefeitura de Manaus, sendo o segundo consecutivo, o prefeito Arthur Virgílio Neto avalia que a organização financeira de sua gestão carrega significativa contribuição nas obras que serão entregues em 2020. “Temos ainda muito que avançar, mas não vivemos mais momentos de crise”, avalia o chefe do Executivo municipal ao preparar a leitura de sua última mensagem governamental, no próximo dia 10/2, marcando a abertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

De acordo com o prefeito, foram oito rodadas de enxugamento de despesas, que possibilitaram que Manaus mantivesse seus investimentos em obras e melhorias para população, mesmo durante o pior momento da crise econômica brasileira. E graças a essa organização financeira das contas públicas do município, ainda em 2019, a prefeitura estava com a ‘engenharia financeira’ de 2020 montada. “O objetivo de um bom gestor deve ser poupar no custeio para fazer sobrar dinheiro para os investimentos”, justifica Arthur Neto, citando como exemplos as construções dos dois grandes anéis viários da avenida Constantino Nery e em frente à entrada do conjunto Manoa.

“Quando a arrecadação sobe, não aumentamos custeio, controlamos para ver sobrar no investimento. Procuramos ser vigilantes nisso. Se eu mantiver o custeio baixo e aumentar a arrecadação, teremos mais para investir. Um exemplo é nossa Previdência, que demonstra não só segurança aos nossos servidores, como também é credencial para bancos e outras instituições financeiras”, destaca Arthur. 

Case financeiro

E o prefeito fez questão de ressaltar que Manaus é hoje uma cidade ajustada, o que significa contas em dia e recursos em caixa para investimentos. Segundo Arthur Neto, para alcançar esse patamar, foi necessário “trabalho duro, com uma equipe técnica dedicada e empenhada”, referindo-se, principalmente, à Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef).

“Manaus é case financeiro, previdenciário, de gestão, ou seja, quando se pergunta na Secretaria do Tesouro Nacional qual cidade se pode investir com segurança, duvido se não vão dizer Manaus. Eu falava em ajuste fiscal e ninguém entendia, hoje sabem que é isso que me permite ter obras importantes em todas as zonas desta cidade que é a menina dos olhos do Banco Mundial”, afirma, orgulhoso, Virgílio.

Com base no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), Manaus teve uma boa gestão em 2017 e gestão de excelência em 2018 e 2019. “Nosso modelo de gestão envolve planejamento e metas, a exemplo do ‘Manaus 2030’, o primeiro desse tipo que já se fez no município e que seguimos à risca. Espero que o próximo prefeito ou prefeita possa continuar e fazer um planejamento depois de 2030 até 2055, por exemplo. Seria uma pena que isso se acabasse”, pondera Arthur.

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